Scott Adams, criador do Dilbert, que o Pelvin adora, colocou em seu blog a receita dele para fazer humor. Achei tão batuta, que eu resolvi colocar aqui também.
Segundo Adams, a receita para uma boa piada deve incluir pelo menos dois dos seis ingredientes a seguir:
Ser agradável (tipo bonitinho, mesmo)
Perversidade
Bizarro
Esperto
Reconhecível (você poderia estar naquela situação)
Crueldade
Ele dá dois exemplos. Um que não tem dois dos seis, que é essa tirinha aqui. Perceba que o cachorro não é bonitinho, a piada não é tão esperta e mesmo a crueldade da piada não é tão cruel assim... Segundo Adams, esse cara está quase lá, mas ainda não pegou a manha. O outro exemplo é de uma tirinha que eu adoro, que é Pearls Before Swine (Pérolas aos Porcos, caso você não saiba! :oP). Nessa tirinha você vê bichinhos bonitinhos (apesar de ser um bode e um rato), que estão falando de um jeito esperto de um tema delicado (religião, fé), usando o comportamento bizarro de um rato que queria ser cruel! 4 de 6 ingredientes de humor! Legal!
Percebo um tanto desses ingredientes em vários autores. Meu amigo Yabu é um deles. Se você ler um história dos Combo Rangers, por exemplo, tem um monte de personagem bonitinho, com comportamento ou situações bizarras em grande parte do tempo, fazendo comentários espertos, usando uma linguagem e um ambiente reconhecível (gírias da molecada em cenário de seriado japonês), com um pouco de perversidade (tipo o Kiko especulando se o chefe estava largando um barro na hora do acidente) e crueldade (nego apanhando a valer, com osso saltando da cabeça e tudo).
Pegue uma piada, tirinha, gibi, livro, qualquer coisa, supostamente de humor, e tente achar os ingredientes que Scott Adams propões. Pelo menos no meu caso, acabei enxergando que grande parte do humor que eu gosto, tem esses ingredientes.
Ah sim. Para acabar: numa auto-crítica, ele acha que as tirinhas do Dilbert funcionam melhor (são mais engraçadas) quando o Dogbert (que é bonitinho) está fazendo alguma coisa cruel, de um jeito esperto, com alguém que a gente reconhece em nosso ambiente de trabalho!
Gostei. Vou pensar nisso se um dia resolver ser humorista.
7 de dezembro de 2005
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