Esse sou eu. Feliz da vida. Aliás, se um dia alguém fosse escrever uma biografia minha, seria a coisa mais fácil do mundo. É só escrever que eu era um feliz. Aque deve ser o que estará escrito na minha lápide o dia que a inevitável vier trocar uma idéia comigo: "Aqui Jaz Paul - Nasceu, cresceu, viveu e morreu feliz".
E ultimamente, eu ando feliz. Sabe quando parece que tem uma nuvem negra em cima da sua cabeça, que tudo está dando errado, você olha, procura, fuça e não consegue ver nenhuma perspectiva de melhorar? Pois é. Eu tava assim. E nem tem muito tempo, não. Mas agora, parece que as nuvens estão dissipando e eu já começo a ver uma luz indicando os caminhos que eu posso seguir e onde eles vão dar.
Muitas das coisas que eu sempre quis fazer, estão acontecendo. Em doses homeopáticas, por enquanto, o que é ainda melhor. Porque coisas boas tem que acontecer sempre. As ruins, essas sim, devem acontecer é uma vez só e olhe lá.
E a melhor parte das coisas boas é que parece que quando elas começam a acontecer e engrena, não para mais. Bem que dizem que a vida acontece em ciclos. E, thanks God, parece que o meu ciclo de merdas passou!
Semana que vem, por exemplo, vou fazer um negócio que eu sempre quis. Vou fazer uma viagem a trabalho (e um pouco de lazer, claro) que é ótima para a minha vida e, por que não, para o meu currículo. Todo dia ouço alguma coisa boa, um elogio, um agrado, e isso, por frescura que possa parecer, é ótimo para a auto-estima. E quando a auto-estima está alta, a confiança aumenta, a gente fica mais disposto, enfrenta melhor as dificuldades e tudo parece ficar mais fácil. É o famoso círculo virtuoso.
Sei que, assim como a fase ruim acabou, a boa também pode acabar. Mas, assim como a gente trabalha para reverter a ruim, tabalha para manter a boa. E como já sabe como é a ruim, trabalha o triplo para a ruim não voltar. Sai, capeta!
E, como diz meu brother Boss, a gente é nego preto e espanta a zica na bolachada se precisar!
3 de outubro de 2007
Feliz da vida
10 de outubro de 2005
Seja a evolução das espécies, seja a perfeição do Criador, seja a explicação que você acredite mais ou aceite melhor, o fato é que o cérebro humano é um equipamento inigualável. Ao mesmo tempo que é limitado e imperfeito, é ilimitado e perfeito.
Muitas vezes ele não consegue dizer quanto é 2452 dividido por 348, mas consegue compor uma música inigualável em beleza e precisão matemática! Não consegue lembrar onde você estava ontem, mas consegue fazer você dirigir a 340km/h!
Mas uma característica que eu acho maravilhosa no cérebro humano é a capacidade que ele tem de equilibrar deficiências e virtudes de cada um. O exemplo mais notável disso é quando uma pessoa perde algum dos sentidos. O cérebro "turbina" os outros sentidos, para que o sentido que falta seja suprido. Como quando um cara fica cego. Ele passa a ouvir melhor, para se situar no mundo. Ele passa a ter o tato mais apurado, para que possa "ver" o que ele não enxerga. Ou quando a pessoa não escuta, e ainda assim consegue ficar de pé (que afinal é uma função do aparelho auditivo, manter o equilíbrio) e consegue "ler" o que os outros estão falando.
Lembro de um programa do Jô Soares em que a Marília Gabriela pergunta para ele sobre o filho dele. E ele respondeu: "É incrível como às vezes ele não consegue abotoar uma camisa, mas senta ao piano e toca uma peça como se ele fosse o próprio compositor". Estudei com uma menina que era assim. Ela tinha um pequeno (mas notável) atraso mental. Ela tinha uns 18 anos e estava na 6a. série com a gente, que tinha 12. Ela tinha uma dificuldade absurda para aprender. Mas escrevia poemas como se fosse a coisa mais fácil do planeta.
Por isso que a gente sempre ouve falar que os grandes gênios da nossa história alternavam os momentos de imensa genialidade que os consagraram, com momentos de imbecilidade que a gente custa a acreditar. Tipo Van Gogh, que pintou quadros que vale milhões, ao mesmo tempo que cortou uma orelha e mandou como prova de amor para uma mulher.
Eu, o ser humano normal, mediano, nem tão genial e nem tão imbecil, não sei nem dizer quais as qualidades que meu cérebro me deu para suprir as deficiências que eu desconheço. Dizem que a gente usa só 10% do cérebro. Eu imagino o que a gente poderia fazer usando 20%!! Mas nem me atrevo a tentar imaginar o que seria se a gente usasse 100%!
19 de setembro de 2005
Engraçado como tem coisas que a gente não consegue entender por anos a fio e um dia entende e racha o bico. Comigo acontece muito com músicas em inglês, que depois de aprender a língua passei a, claro, entender a letra. Com isso, às vezes acho legal e às vezes estraga tudo. Muitas vezes o inglês macarrônico ou a versão que a gente inventou quando moleque sobresai ao conhecimento (recém) adquirido.
Por exemplo, Smooth Operator da Sade. Até hoje, eu e a galera da minha área cantamos Bu-Babuêra! :o) Ou uma que eu nem lembro o nome, que o cara canta Sooner or Later e a gente canta Chame o bombeiro!
Isso acontece com todo mundo. Eu lembro de uma crônica do Mário Prata falando que por anos ele pensava que o amor falado na Ciranda Cirandinha era de um rapaz, o Tumitinha, que todo mundo gostava dele. Eu também, por anos e anos, pensava que a Dona Chica, de Atirei o Pau no Gato, era de uma cidade chamada Mirocecê. Ué, não falava "Dona Chica-cá, de Mirocecê"?
Depois, já maiorzinho, lembro que tinha algumas músicas dos grupos de rock nacional que a gente ficava intrigado com algumas partes que a gente não entendia muito e acochambrava prá sair mais ou menos parecido quando a gente cantava. Tipo, tinha música da Blitz que o cara queria passar uíquende com você ou o destino do Lulu Santos, algumas vezes, era ser e estar, e não ser Star!
Acho que o caso mais recente e mais famoso foi a menina do Big Brother que passou uma noite cantando iarnuor, iarnestilve. Tudo bem que o caso dela foi exagerado, mas acho que todo mundo cantou We are the World meio zuado, pelo menos uma vez na vida. Sem contar que quando eu era moleque não existia internet, a gente só conseguia as letras das músicas nos encartes dos discos (quando tinha) ou na aula de inglês, que o curso fazia um folhetinho com a música e a tradução.
No fim, tudo dá certo. Eu ainda espero que a Dona Chica, que é de Mirocecê, encontre o amor de Tumitinha, que é um cara legal. Quem sabe eles não cantam Bubabuêra e chamam o bombeiro!
7 de julho de 2005
24 de outubro de 2001
23 de outubro de 2001
18 de outubro de 2001
16 de outubro de 2001
11 de outubro de 2001
Não sou própriamente católico, pois não gosto muito da Igreja. Não sou muito religioso, mas tento manter um bom relacionamento com o Cara lá em cima e sua turma. Do meu jeito, converso com todos eles. Os que eu conheço, pelo menos.
Até inventei uma prece, para quando ando de avião. É assim:
Deus, estou indo aí prá cima, mas permita que isso seja o mais próximo que eu chegue do Senhor nos próximos 80 anos, pelo menos.
Dê sabedoria e habilidade para esse cara levar a gente até [COLOQUE AQUI A CIDADE EM QUE VOCÊ ESTÁ INDO].
Brigadão, Deus. O Senhor é bacana.
Legal, diz aí?
Como não morri em desastre de avião, creio que Ele tem me ouvido e me atendido.
Para mim, é isso que importa. Do meu jeitão, espero estar em dia com o Cara, independente do que essa ou aquela igreja vai dizer.
Só para vocês saberem:
Eu converso mesmo com Nossa Senhora. Como toda casa que se preze em Aguaí, temos uma imagem Dela na entrada.
Então, toda vez que eu chego em casa, bato um papo com Ela, prá saber se está tudo bem com a casa, se meu vô tá legal, se Ela tá cuidando bem dele e da galera toda de casa. Antes de ir embora, sempre peço prá Ela me ajudar a chegar inteiro em casa, sem nenhum maluco me acachapar na estrada e sem eu fazer nenhuma merda também. Posso garantir que tem funcionado. Acredito mesmo que Ela tenha me dado uma força. Sei que Ela não vai ler meu blog, mas mesmo assim, obrigado mesmo, Santinha, por estar cuidando da gente.
PS: Eu A chamo de Santinha! Legal, né?
