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18 de agosto de 2009

Gripe do caralho

Bom, quarta passada a Dé tava meio zuada. Com medo de gripe e tal, foi no médico com o Pedro no dia seguinte. A hora que a médica deu uma olhada nele, ligou para o São Luiz, falou com uma médica de lá e pediu para a gente ir fazer o exame prá ver se tinha gripe H1N1. Fizemos e, como o resultado demorava 48 horas para sair, a médica já receitou o tal do Tamiflu para ele.

No domingo, pegamos o resultado (atrasado, Lavoisier de merda) e deu positivo para H1N1. Cara, dá uma adrenalina, não vou mentir. Mas medicando e tudo, ele já está legalzão, nem parece que tem mais nada. Mas ainda assim, dá um medo.

Agora estou preocupado é em não pegar essa desgraça. Até agora não tive nenhum sintoma de gripe. Não tive febre, não está difícil de respirar, o corpo não está doendo, não tem nada disso. Só o nariz que está zuado, mas isso é a minha rinite que atacou, porque o ar de São Paulo anda uma merda sem tamanho ultimamente.

Agora é todo mundo se cuidando, para não acontecer nada demais.

7 de agosto de 2009

1 ano de felicidade

07/08/08. Maternidades em São Paulo lotadas. Todo mundo que podia agendar marcou o parto dos filhos para sexta feira, dia 08/08/08, para ter um número cabalístico na data do nascimento dos filhos. Mas a gente não podia marcar. Dia 06 tivemos uma consulta com o Dr. José Bento e ele disse: "Tá muito grande esse moleque e não encaixa. Chega de sofrimento, ele nasce amanhã".

Susto, felicidade, tudo ao mesmo tempo. Fomos para casa, ligamos para todo mundo e aí o povo começa a chegar. Sogro e sogra de Aguaí, pai e mãe do Rio, irmã, amigos. Duas da tarde, entramos na maternidade. Parto marcado para cinco da tarde. Um misto de medo, ansiedade, vontade de acontecer logo, a curiosidade de ver, pela primeira vez, a carinha do Pedro.

Lá pelas cinco foram buscar a gente no quarto. A Dé vai para um lado com uma enfermeira e eu para outro, com o anestesista, que me levou para o vestiário onde me fantasiei de scrubs para fotografar, filmar e assistir o parto. Encontrei com a Dé na sala de parto, brinquei com ela para relaxar um pouco até que a equipe do Dr. Zébão chegou e começou a trabalhar. Ligam aquele bisturi eletrônico, que vai queimando para cortar e vão. Até que uma hora chegam na bolsa e começam a sugar o líquido. Nessa hora deu um estalo. Cacete, é agora. Vai nascer!!!!

E nasceu, mesmo. Chovia e estava frio em São Paulo, às 17:14 do dia 07/08/08 quando a sala 07 do hospital São Luiz do Itaim se encheu de luz e calor. Quando vi pela primeira vez a pessoa que mais quero ver sempre na minha vida. Quando eu descobri que tudo que eu dizia que amava, na verdade, eu apreciava levemente.

Hoje faz um ano que o Pedro nasceu. Que eu vejo ele dormir, mamar, crescer, engatinhar de ladinho de um jeito que só ele faz, andar, nascer dentinho, ver Discovery Kids, brincar, acordar de madrugada, cedinho, qualquer hora é hora de ficar com o pequeno.

O jeito que ele olha para a mãe, que ri quando eu faço graça, que grita quando chego em casa e ele ainda está acordado... É muito mais do que eu jamais esperei na minha vida. É tanto amor que não cabe no corpo, é tanta felicidade que contagia quem passa perto.

Parabéns Pedro. Feliz aniversário. Que essa felicidade que você tem e transmite para a gente seja infinita!

Seu pai te ama demais!

30 de março de 2009

Fim de semana do Pedro

Esse final de semana foi quase que 100% dedicado ao Pedro. Quase porque eu ainda trabalhei um pouco, cobrindo a corrida de F1 para o site da Band. Mas se não fosse isso, só tinha dado o filhote.

Começou na sexta de noite, que eu saí correndo daqui para conseguir comprar uma fralda para natação para ele. Isso porque, obviamente, ele ia fazer uma aula de natação experimental no sábado de manhã. A gente tinha combinado, eu e a Dé, que se ele gostasse, a gente ia fazer a matrícula dele na bagaça. Não precisamos nem conversar depois para ver o que fazer. Ele adorou a água, a piscina, tudo. Ria de gargalhar dentro d'água. A hora que a professora pediu para colocá-lo com o peito na água, segurando por baixo dos braços para dar uma volta na piscina, foi de rachar de rir. Ele saiu batendo as perninhas que parecia que já sabia nadar. E vou falar: é uma diversão para a criança, mas é um exercício doido para o pai, não vou mentir. Ficar agachado o tempo todo, segurando o toiço, mesmo que dentro da piscina, faz uma força que não vou mentir.

Ainda no sábado fomos comprar o bolo e os salgadinhos para a galera ir em casa depois do batizado dele. Claro, teve a sessão degustação, que é sempre uma parte interessante da gente comprar qualquer tipo de rango, ainda mais quando é tranqueira.

O Pedro foi tirar uma soneca de tarde e eu fui cortar a grama. Na hora que eu tentei trocar um treco no cortador, quebrei o desgraçado. Fiquei tão puto que joguei ele longe. Não duvido que tenha piorado a já precária situação do bagulho. Mais para o final da tarde, hora de ir para Igreja, para a segunda parte do curso de batizado. Pior que eu e a Dé já fizemos, mas vale por um ano e perdemos o nosso para o do Pedro por um mês. Mas dessa vez não teve susto.

Domingo dormi em turnos: das 11 até as 3 da matina, para cobrir a corrida. Aí o Pedro acordou às 5, fiquei com ele até as 7 e fui dormir de novo, até às 11. 12 horas de "dorme-acorda", em que fiquei 8 dormindo e 4 acordado! :o)

E aí, correria para arrumar e limpar a casa, buscar as emcomendas, se arrumar, arrumar o Pedro e aí ir para a Igreja. Gostei do Batizado dele. Apesar de ser uma bagunça, aqui entre nós. Mas foi legal. Como eu já estou me acostumando a dizer, qualquer coisa com o Pedro é legal. Acho que a parte mais engraçada foi quando ele fez um cocô fedido que só e tivemos que trocar o danado no meio da igreja. Aí, não me pergunte como, ele meteu a mão no cocô e passou na roupa branquinha do batizado. Fez menos estrago do que parece quando se fala, mas foram momentos de tensão.

Depois junta a turma em casa e, pela primeira fez, tive a oportunidade de tirar uma foto 4P. Paulo Vô, Paulo Pai, eu e o Pedro. 4 gerações seguidas de PGs.

uma delícia.

5 de fevereiro de 2009

Muda mesmo...

Acordei antes das 7 da matina, prá levar a Dé para o trabalho. 7:15 chegamos lá e fiquei esperando na porta até umas 8hs, enquanto ela mostrava o Pedro para todo mundo. Voltei para casa, fiz o Pedro dormir, que é a hora da soneca dele de manhã, sentei no computador e comecei a trabalhar. Umas 9hs ele acordou, fiz uma mamadeira para ele. Tava com sono, puto com o trabalho e o dia ainda nem tinha começado.

Coloquei ele no carrinho para me trocar e pegar as coisas para ir embora. Olhei para ele e ele abriu o sorrisão prá mim. Na minha cabeça, mas do que um "Oi, Pai!", ele tava falando: "Calma Pai, tudo se acerta. A gente tá junto".

Aí tudo mudou. O dia ficou bonito, ensolarado, o trabalho ficou suave, tudo ficou leve. Que delícia. Brinquei um pouco com ele antes de levá-lo para a escolinha e vir para o trabalho.

Um sorriso. Mudou tudo.

Brigado, filho!

30 de janeiro de 2009

Week Report

Uma semana corrida, mas bacana. Muitas novidades.

Uma delas é que agora o Pedro foi para o berçário, porque a Dé voltou para o trabalho. E a gente já causou na escolinha / berçário, mas acho que é mais porque somos marinheiros de primeira viagem do que qualquer outra coisa. Até agora, que ele está com 5 meses, só a gente ficou com ele. E agora que a gente tá deixando ele com outras pessoas, acho que estamos sentindo mais o golpe do que ele. Mas não tem muito o que fazer, infelizmente. É da vida.

Outra é que o Henrique, primo do Pedro, está chegando. A gente já deve conhecer ele no final de semana. Eu estou bem ansioso para conhecê-lo, não vou mentir. Para mim, ele é o primeiro sobrinho do lado de lá da família. Os outros 3 sobrinhos da Dé não consigo considerar que são meus, por uma série de razões que não dá nem prá tentar explicar, mas acho que é principalmente porque eles já existiam antes de eu namorar a Dé. O Henrique não, esse eu acompanhei desde o comecinho, então parece que é meu, também, que nem o Caio é da Dé. Difícil de entender, mas é assim que eu me sinto.

A pergunta que não quer calar: Cadê o Verão desse ano?

E nasce um mito: ODM! Em breve, esclarecimentos sobre isso, aqui mesmo.

27 de outubro de 2008

Rápidas e mortais

Um post multi, multi, multi marcadores!

Eleições em SP: Claro, deu Kassab. Podem espernear, falar do PFL, dos caciques da ditadura, toda aquela conversinha de petista quando perde. "Ele usou a máquina", dizem, mas ter o presidente como cabo eleitoral pode? Então vão tomar no cu. A eleição do Kassab foi um recado claro: Marta Suplicy não ganha mais nada por aqui, com a pompa e arrogância que demonstra cada vez que abre a boca.

Eleições no Rio: Rá! Quando meus amigos me falarem que paulista vota mal, vou lembrar dessa eleição. Perderam a chance histórica de eleger um cara que, se não é um espetáculo, seria pelo menos uma novidade sem tamanho, para eleger o PMDB, que lá é do pastor Bolinha. Ovelhas.

Brasileirão: De fininho, sem fazer escândalo, sem alarde, o São Paulo já está em segundo. Palmeiras e Cruzeiro perderam para quem estava, ou ainda está, ameaçado pelo rebaixamento. Sem contar que Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro ainda se trombam. Ainda dá, estávamos 12 pontos atrás do Grêmio, em quinta, e agora estamos a 3, em segundo. A reta final vai ser braba.

Fórmula 1: Acho que não dá para o Massa. Não estou nem com vontade de assistir a corrida. Tomara que eu morda a língua e fique com raiva de não ter visto.

Inferno Astral: ainda algumas nuvens, mas aparentemente, dissipando. Fé em Deus e em mim mesmo. É o caminho para botar a vida em ordem.

Por último, até porque o mais importante a gente sempre deixa para o final, para segurar a audiência: O Pedro está cada vez mais lindo. Fui comprar um presente para a chefe da Dé que faz bodas de prata e a dona da loja com um bebê no colo, do tamanho de Pedro. Quando falei que o Pedro tinha dois meses ela tomou um puta susto. O bebê dela tem 5! O moleque é um potro, um toiço, um boizinho!

24 de outubro de 2008

Like father, like son

Hoje foi um dia estranho. Mas num sentido bom. Foi um dia muito legal e, apesar de não ter nada a ver, meio Ferris Bueller, não pelas situações, mas por como começou o dia. Na verdade, cabulei o trabalho hoje. Tava com uma baita dor de ouvido, dormi mal prá cacete de noite e acordei ainda zuado. Tanto que a Dé e o Pedro foram lá me acordar e eu não consegui nem olhar direito para os dois. Estava totalmente grogue, de ficar acordando a noite toda com umas pontadas no ouvido. Depois que consegui levantar, tomei um banhão, tomei uns remédios, liguei para o pessoal avisando que não ia para o escritório hoje, mas que ia trabalhar de casa.

Peguei meus e-mails, mandei outros tantos, pedi para fazerem para mim o que eu não poderia fazer lá pessoalmente e lá por umas 11 da matina a Dé veio me pedir para a gente ir ver uma escolinha para o Pedro. Chegamos na escolinha, que é na rua da nossa casa. Não da casa que a gente mora, mas na rua da casa que a gente vai morar. Aí pedimos para conhecer a escolinha, veio uma senhora e disse que nem a diretora e nem a coordenadora estavam, mas ela ia mostrar a escola para a gente.

A escolinha, mesmo, não tem nada demais. Aliás, se for para ser bem honesto, ela é até meio feinha. Mas o entusiasmo da mulher que tava apresentando a escola para a gente era louvável. Depois de mostrar a escola toda, paramos na salinha da diretora para ver preços e tudo mais. Primeiro descobrimos que ela é de Uberaba. Ao perceber o sotaque de Minas, eu perguntei de onde era. Aí a diretora da escola chegou e ela é a filha da senhora que estava mostrando a escolinha para a gente. Que fala que não é nada, mas é a dona da escolinha. Que ficou olhando o Pedro até a hora que pediu para ficar com ele no colo. E eu dei o Pedro prá ela segurar, feliz da vida, por um motivo muito simples. Além de todas as crianças da escola chamarem ela de vó e gostarem dela, ela chama Ivone. Tá, e daí? Daí que a MINHA babá quando eu era pequeno também chamava Ivone. Claro que a gente vai ver outras escolinhas, mas o clima dessas já deixou a gente pendendo para o lado dela. Ainda mais porque a outra escolinha que a gente foi nem deixou a gente entrar.

Aí, no meio da conversa, a dona Ivone fala que só vai fechar a escolinha 10 dias durante as festas, porque tem umas reformas para fazer, mas que é rápido e que o pedreiro é o irmão dela. Rá. Na hora, eu falei que estou precisando de um pedreiro, que morava na mesma rua da escolinha e que era coisa simples. Marcamos para o final do dia de ir lá com ele. E no fim, o que o último filho da puta pediu 8 paus prá fazer, sendo que 6 mil era mão de obra dele, esse pediu um preço totalmente justo. E fechamos de fazer a reforma que a gente queria para poder mudar para a casa nova.

No fim, um dia que começou todo errado, com dor de ouvido e falta no trampo, acabou legal, com grandes chances de termos achado uma escolinha para o Pedro e com a reforma da casa, pelo menos o que a gente queria prá começar, parecendo que vai sair. Legal!

23 de outubro de 2008

Vontades

Eu ando morrendo de vontade de tocar guitarra, mas como só chego em casa de noite e a guita e o amp ficam do lado do quarto do Pedro, que já está dormindo, não tem como. Aí pego o violão, lá embaixo, na sala, mas também tenho medo dele acordar assim mesmo.

Também estou sentindo falta das aulas de guitarra, mas mesmo que eu quisesse, não conseguiria voltar agora. A Dé já está trabalhando de sábado e eu que fico com o pequeno, e acho que ele não ia gostar de ir comigo, ainda.

Tem uma galera agitando uma bandinha para tirar onda aqui no trabalho e eu estou escalado como guitarrista. Só tem que ver se vai dar tempo de eu ir nos ensaios. Realmente, o Pedrão zuou a rotina (ou falta dela) geral.

Mas não estou reclamando. Até porque, tudo isso é temporário. Daqui a pouco a gente pisca e ele já está podendo ir comigo fazer isso tudo. Então é mais legal passar vontade agora de algumas coisa do que passar a vida inteira com vontade de ter um filho.

12 de setembro de 2008

Vida Eterna

Dizem que a vida é ridiculamente curta e que dela nada se leva. Como diria meu amigo Ballona, aproveita, porque caixão não tem gaveta.

Concordo, mas acho que podemos viver para sempre. Porque eu me vejo vivendo de novo com o Pedro, e tenho certeza que vou continuar vivendo nele o dia que eu esticar as canelas. Claro, não sou eu, eu, mas sou eu, também. Já virei bebê de novo com ele, sei que vou virar criança, adolescente, jovem em início de carreira, enfrentarei os mesmo problemas no começo do casamento, as crises financeiras, os sucessos, as alegrias, tudo novo, tudo de novo. Até o dia que serei pai de novo, quando os netos chegarem.

Ainda é muito cedo para falar disso, mas eu tenho vários trejeitos do meu pai e do meu avô, além de ter o mesmo nome dos dois. É o mesmo DNA, o mesmo jeito e às vezes, as mesmas empacações e as mesmas piadas (só que atualizadas).

Sei que em algum lugar eu carrego prá sempre o Paulo Vô, o Paulo Pai e em algum lugar, no futuro, serei carregado pelo Pedro. Ter filho não é perpetuar a espécie, é perpetuar a vida.

E quando chegar o dia que o Pedro estiver jogando Mortal Kombat, tocando guitarra e tentando tacar fogo na casa, eu vou pensar:

"Missão cumprida. Eu vou viver para sempre."

11 de agosto de 2008

A resposta impossível

Desde quinta, todo mundo me pergunta: E aí, como foi? Como é ser pai?

A primeira pergunta é fácil de responder: foi tudo bem, tecnicamente. Os médicos são bons, o hospital é de primeira linha, a gente tinha todas as pessoas mais competentes que encontramos para cuidar da gente por perto.

Já a segunda...

É a maior viagem. Eu sempre falava para a Dé que ela já era mãe, mas que o pai só se dá conta a hora que vê a criança e tudo mais. Nem eu imaginava que estava tão certo. A hora que o Pedro colocou a cabeça prá fora da barriga da mãe, virou uma chave, apertou um botão, abriu um vórtice temporal, aconteceu alguma coisa e, 17:13hs do dia 07/08/08, nada mais importava nessa vida, só ele. O mundo inteiro tinha, para mim, 50cm e 3.710Kg. Nessa hora, parecia que eu nunca tinha gostado de nada. Pai, mãe, esposa, tio, tia, irmã, sobrinho, cachorro, video game, time de futebol, nada. São pessoas e coisas que eu sempre "apreciei". Meu filho é a maior expressão de como é amar uma pessoa. Como disse um amigo: "Se na hora te falassem que prá ele ficar legal tinham que cortar 5 dedos da sua mão?" e eu falei "Ia pedir para cortar das duas, só prá garantir". E o sentimento é esse mesmo. Nada no mundo é mais importante que ele. Nem eu.

A primeira coisa que eu escrevi, prá avisar a família, ainda dentro da sala de parto, foi para a minha irmã e para a minha cunhada: "3k710g eh a coisa mais linda que eu ja vi".

É isso.

7 de agosto de 2008

FELICIDADE INFINITA

HOJE É O DIA MAIS FELIZ DA MINHA VIDA.

EU NUNCA SOUBE O QUE ERA AMAR ATÉ HOJE.

4 de agosto de 2008

Será que é essa semana?

Mais uma semana se passou e nada do Pedro. Ele está bem, está grande, está pronto para nascer, mas por algum motivo que só ele pode explicar, não nasce. Eu tenho uma teoria: dentro da barriga da mãe está um clima agradável, úmido e ele está gostando de ficar ali. Aqui fora estava muito seco e ele não ia mesmo gostar.

Só que ontem, ahá, choveu. Deu uma melhorada na situação aqui fora, mesmo que ainda não seja nenhum espetáculo. Se eu estava certo e ele estava esperando uma chuvinha, já choveu.

Quarta vamos no médico, de novo. Vamos ver se ele resolve se coçar.

24 de julho de 2008

Ansiedade do cão!

Nova consulta prá vermos o Pedro e ele deu uma desencanada de nascer. Está um pouco mais alto do que deveria, resolveu que vai esperar um pouco mais, mesmo a Dé já tendo as contrações.

Aparentemente, o fato da Dé ter ficado em casa para descansar fez o Pedro também dar uma descansada. É bom, porque ele vai ficando mais forte e tal, mas é ruim, porque a gente só vai ficando mais ansioso.

De qualquer jeito, agora, qualquer hora é hora. O Pedro já está pronto ara nascer, só falta mesmo ele ter vontade. Pelo que o médico falou, se a Dé agora fizer umas caminhadas e tal, ajuda o menino a querer nascer, então, ela já tá saindo para dar umas voltinhas com o Buster. E disse que é começar a andar para as contrações realmente aumentarem. Ou seja, parece que a coisa está próxima, mesmo.

Mas quem segura a ansiedade do cão?

VEM LOGO, FILHO!!!!

1 de julho de 2008

Chá do Pedro


Domingão rolou o chá de bebê do Pedro para família e amigos. Um monte de gente foi: Tio Henrique e Tia Lurdinha, Tia Thaís e Tio Edson, minha Vó Lea, bisa do Pedro, o Beto, Denise, Luiza, Lili, Daniel, a turma da Dé que veio de Aguaí, Vô Gegê e Vó Beth, Tia Leila, Hiago, Tati, Maria Eduarda, Giovana, Tio Tom e Lia Lu, fora os amigos que não enfraquecem nunca, Lilica, Fábio e Malu, Lurds e Mamá, China e Tammy, Guará...

Tia Dê e tio Pé compraram metade da Alô Bebê, quase ganharam um franquia do dono da rede. Tio Yabas e Tia Carol, os orgulhosos padrinhos estavam... Estavam... Bem, orgulhosos!

Mais do que o monte de presente que o Pedro ganhou, a turma estar ali reunida foi o mais legal. É uma delícia ver um monte de gente que nós gostamos reunida. O chato só é não ser o multi homem, virar um monte de eus e ficar com todo mundo ao mesmo tempo. Vai ficando um pouquinho com cada um e no fim das contas parece que não ficou direito com ninguém.

Mas agosto tá chegando, o Pedro tá chegando e meu coração está quase saindo pela boca.

Não vejo a hora.

27 de junho de 2008

Pedro Status Report

Gordo. Essa é a melhor palavra para definir o pimpolho.

Há 3 semanas o médico disse que agora é normal ganhar 200 gramas por semana. Naquele dia, ele estava com 1.4kg.

Hoje, 33 semanas, 45 centímetros e 2.2kg. O moleque é um toiço.

Ficamos lá 20 minutos no monitoramento, prá ver frequência cardíaca e contrações. Tudo normal. O exame de toque também mostrou que o colo está fechadinho, todo mundo, bebê, mamãe, corpo da mamãe e até eu, sabe que ainda não está na hora, que tem mais 5 a 7 semanas para ele dar as caras.

Passa rápido. As últimas 33, voaram.

16 de junho de 2008

Quase pronto

Sábado pendurei uma estante e um varão de cortina, que ficam umas bolsas que a Dé fez, em cima da cômoda. Ontem, com luz natural, coloquei o lustre que compramos. Na sexta a Dé terminou a primeira parte da cortina. Agora, acho que ao terminar a segunda, o quarto do Pedro vai estar pronto para a chegada dele. Também já tirei o carrinho de dentro da caixa e montei, para ir arejando. Imagino que, mesmo bebê, ninguém gosta de cheiro de coisa guardada.

Dia 29 tem o chá de bebê. Aí é só ver o que o pessoal vai dar para gente e comprar o que ficar faltando. De importante, só a banheira, mesmo, que ainda não temos. Berço, cama, cômoda, carrinho, cadeirinha para o carro e para carregar, tudo já tá beleza. Roupinhas também tem bastante. Até tênis do SPFC ele já tem (e nem fui eu quem comprou).

Já fomos na maternidade, já conversamos com o médico sobre como pretendemos que seja o parto e já estudei uns 800 caminhos diferentes para chegar na maternidade em caso de trânsito, guerra, enchente, tufão, terremoto e ataque do Godzilla.

Está chegando a hora. Aquela que eu não consigo mais esperar.

Um dia nego escreveu que "tristeza não tem fim, felicidade, sim". Esse não teve filho!

6 de maio de 2008

Dia de Exame

Do Pedro e da Dé. E eu vou, como sempre, não perco nem debaixo de porrada. Tudo ótimo, tudo certo, tudo lindo, diz o médico e é sempre muito bom ouvir isso. O Pedro tá com 955 gramas, o que é normal para a idade gestacional, mas pai acha tudo lindo. Semana retrasada, quando a Dé sentiu mal e eu saí correndo com ela, ele tava com 840. 115 gramas em uma semana e meia. Nem eu cresço isso! ;P

E agora entramos na reta final. Seis meses, já. Faltam 3 ou menos, se ele resolver que é apressadinho. Mas o quarto está quase pronto, já tem roupinhas, toda vez que a gente vai no supermercado voltamos com pacotes de fraldas e ele já ganhou um monte de presentes dos avós, dos tios de sangue ou de afinidade e do pai e da mãe então, nem se fala!

Passa rápido, viu? Cara, agosto taí. Por essas e outras que a gente nem vê mais o tempo passar. E o pior, é que por mais que queira curtir, ver o barrigão da Dé, conversar com ele, também quer que agosto chegue logo, para ver a carinha dele, pegar no colo, ouvir chorar, dar banho, até limpar os cocôs!!!

O que não faz um filho, fala sério.

2 de abril de 2008

100% Saúde!

Hoje a gente foi na clínica do Dr. Zébão, prá fazer o exame morfológico de 21 semanas do Pedro. Esses exames são legais, porque a gente vê o bebê em detalhes. A médica mostra as mãozinhas, mede, conta os dedinhos, mostra os pézinhos, as perninhas, bracinhos, mede tudo quanto é osso que ele tem no corpo e vai contando para a gente como está cada coisa e como deveria ser nesse estágio da gravidez.

E a médica que atende a gente nesses exames é toda felizona. Mais do que gostar do que faz, e parece mesmo que ela gosta, acho que tem um pouco o alívio de não ter que dar más notícias. Ela mostrando hoje o coração e o cerebelo, falou prá gente como é, que é como deveria mesmo estar para estar tudo em ordem, e como seria se o bebê tivesse alguma doença ou má formação. Ainda bem que é assim, mas é impossível não pensar como é quando acontece o contrário. Ela mostrando a área do cérebro que deveria estar toda "cinza" na tela, com uns pontinhos pretos, falando para os pais: "Olha, essa parte aqui, com esses pontinhos pretos, não deveria ser assim. Esses pontinhos são os sinais que seu filho tem Síndrome de Down". Hoje mesmo, depois que mostrou os rins do Pedro para a gente, falou que era um alívio ver que tava tudo bem, porque no último exame que ela tinha feito, os rins do bebê estavam com problema.

Cara, se eu recebesse a notícia, acho que caía no meio do consultório. Numa hora tão batuta como ter um filho, uma notícia dessas deve cair que nem uma bomba. Claro, que eu continuaria amando meu filho, talvez até mais, mas que deve ser um baque, isso deve. Pode falar o que for, mas todo mundo quer mesmo é ter um filho perfeito, lindo, saudável...

E imagino o lado dela, médica também. Deve ter pai que pira, fala que ela que tá vendo errado, que o computador tá com defeito, que tudo no mundo está errado e o filho dele é perfeito. Todas as profissões tem suas partes boas e ruins. Todo mundo tem que enfrentar crises em seus empregos, seja ele qual for. Mas tem dias que eu dou graças a Deus de não ser médico. As más notícias deles tendem a ser muito piores que na maioria das outras.