O que mais me assusta nessa guerra entre Israel e o Hamas, além das vidas perdidas, óbvio, é o patrimônio da humanidade que está em risco ali. Sinagogas, Mesquitas, Igrejas, lugares históricos para cristãos, judeus e muçulmanos que podem sumir de uma hora para outra. Eu adoraria ir para lá, ver os lugares que estão na Bíblia, no Torá, no Alcorão. Os lugares que não são sagrados apenas para uma, mas para três das principais religiões do mundo. Mas tem como? Se no Brasil temos medo de bala perdida, lá temos medo de uma bomba perdida.
Que esse conflito, infelizmente, um dia se tornaria uma guerra, todo mundo já sabia. São pessoas que crescem jogando pedras umas nas outras, uma de cada lado de um imenso muro cultural, político, econômico e religioso. São diferenças cunhadas muito profundamente para serem apagadas de uma hora para outra. Tolerância e compaixão são palavras há muito esquecidas por aquelas bandas. E a Fé de muitos, é usada como pano de fundo para a briga de poucos.
Muitos se perguntam porque os US&A, tão metidos a entrar em confusões mundo afora, não entram nessa briga. Acho que a resposta é simples. Aquele pedaço da Terra, tão pequenino, é o pavio do mundo. Se a encrenca dali espalha para o mundo, a merda vai ser muito grande e totalmente fora de controle. Só podemos esperar que a coisa acalme, as brigas voltem para as mesas de negociações e os termos sejam os melhores para o mundo todo, não apenas para quem está por perto. Antes que os nervos fiquem ainda mais expostos.
E o berço da humanidade se torne o começo de seu túmulo.
6 de janeiro de 2009
War!
5 de novembro de 2008
Se cá fosse como lá...
Tem dias que eu acho que nego só fala mal do processo eleitoral dos US&A porque se aqui fosse como é lá, talvez não tívessemos o presidente que temos. Isso porque lá se leva em conta o tamanho e a importância de cada estado que compõe o país na hora de escolher o presidente. Por exemplo: Nova Iorque é mais importante, em termos populacionais e econômicos que Dakota do Norte. Então, NY indica 31 caras para votar no presidente e Dakota do Norte, 3.
Se fosse igual aqui no Brasil, São Paulo teria mais peso do que quem está na Bahia, por exemplo. Aliás, São Paulo, Minas e Rio seriam os estados com mais peso na decisão. Como são na economia do país. Isso quer dizer que quem ganhar nesses 3 estados seria o presidente eleito? Provavelmente, mas não necessariamente.
O principal argumento de quem é contra esse sistema é que o voto de quem está na Bahia valeria menos do que o de quem está em São Paulo. Sim, é uma visão. Por outro lado, o voto de quem é responsável por 31% do PIB do País, ou seja, quase 1/3 do PIB de um país que tem 27 estados, deveria mesmo ter mais peso de quem é responsável por 4% do PIB. Se mantermos a proporcionalidade pelo PIB, claro que é injusto. A região Sudeste tem, sozinha, 54% do PIB do país, e conseguiria eleger um presidente independente se o outro candidato ganhar nos outros 23 estados.
A fórmula para decidir o colégio eleitoral brasileiro deveria levar em consideração outras variáveis, como população, talvez, mas isso é uma coisa que não vai mudar.
Claro que eu acho que o sistema brasileiro não vai mudar e, mesmo que mude um dia, não chegará nem perto de como é por lá. Porque por aqui, a maioria leva, sempre foi assim e é difícil demais de mudar isso.
Mas que seria divertido ver como seriam os resultados por aqui se o sistema fosse como lá, isso seria. Acho que vou simular em 2010.
E claro, que vou ganhar a eleição! :oP
Go Niggazz!
Deu Hamilton, Obama, faz tempo que as Willians Sisters mandam no tênis e o Tiger Woods no golf. Basquete e futebol, então, nem se fala. Tudo da cor.
Como é que ninguém ninguém até agora saiu com o trocadalho "White house, black guy"?
E nós, aqui no sul do mundo? Quem vai ser "O" negão? Pelé é o rei, mas não apita mais nada. Mussum já foi? Talvez o Lázaro Ramos. Mas, na certeza, para 2010, é Paul na cabeça, o Obama do Esblogo.
4P, galera! 5P comigo lá.
PS: Sim, eu me acho o negão.
28 de outubro de 2008
Ainda não lembrei
Enquanto eu não lembro o que esqueci (redundância, isso?) e espero a turma para ir almoçar, queria fazer uma constatação: O Brasil é o país do faça o que eu falo e não o que eu faço.
Um exemplo disso é a eleição que acabou de passar. Depois de usar o governo federal até falar chega na campanha, fazer o presidente do país subir no palanque, os petistas estão falando que perderam porque o Kassab usou "a máquina" da prefeitura e do governo do estado. Aliás, essa é uma expressão que petista adora. "A máquina". É difícil demais admitir que a Marta é arrogante e a campanha dela errou o tom? Aprender com o erro é proibido? É vergonhoso? É o quê, no fim das contas?
Até por isso eu acho que o Rio fez merda em não eleger o Gabeira. Além do inusitado da idéia, que seria ter um prefeito desses, o que eu vi de entrevista dele depois da eleição foi na linha de "os eleitores votaram, elegeram o meu adversário, bola prá frente", como tem que ser com quem perde.
Um analista que nunca lembro o nome disse: candidato, mesmo derrotado, tem que sair de uma campanha maior do que entrou. Aconteceu isso com o Gabeira no Rio, mas não aconteceu com a Marta e com o Alckmin em SP. Aliás, começo a achar que esses dois não ganham mais nada.
22 de abril de 2008
Como fala Tucano em inglês?
Lembro que uma vez li uma declaração do FHC falando da relação do Lula com o Bush. Ele disse: "Ele prefere o Bush, eu prefiro o Clinton". Todo mundo, inclusive eu, percebeu ali a comparação de intelectos dos 4 mandatários envolvidos na conversa. Mas tem outro aspecto que está me deixando encafifado na semelhança de tucanos e democratas. Me parece que, depois da saída dos caras do poder, eles estão se especializando em fazer cagadas para perder eleições.
Por lá, esse embate da Hillary Clinton com o Barack Obama vai fortalecendo o candidato Republicano. John McCain, pelo pouco que vi, é um cara conservador, branco, já numa idade que pode se vangloriar da experiência que tem e, o mais importante de tudo, ele tem cara de presidente americano. Essa briga dos Democratas só atrasa a definição do candidato e, ao expor os podres um do outro, eles dão combustível para o rival. Sei que lá é diferente daqui, mas eu acho que até agora o único feliz com a demora na definição dos vencedores e com o pau comendo, é o candidato que já está na final, o McCain.
Por aqui, às vésperas de uma eleição municipal, já estamos vendo a tucanada dar bicada para tudo que é lado, menos para o lado certo. O Alckmin insiste em sair candidato à prefeitura de SP, concorrendo com a Marta Suplicy e com o atual prefeito, o Kassab. Cenário dos sonhos para a ministra do relaxa e goza. Quem concentria votos em um ou em outro, vai dividir e, eventualmente, acabe votando direto na candidata do PT. Essa é só a mais latente das brigas, porque trata-se das eleições mais próximas. Na âmbito federal, acontece a mesma briga, mais velada, mas também mais feroz. José Serra e Aécio Neves querem ser candidatos a presidente em 2010. Os dois, governadores de grandes, e ricos, estados, parecem não perceber que se a briga não for resolvida, e logo, corre-se o sério risco de acontecer o que aconteceu na reeleição do Lula: o partido vai rachado e enfraquecido para o embate, e aí teremos pelo menos mais 4 anos de PT ou algum coligado.
Essa falta de liderança interna é evidenciada para o povão. Que pode não entender de política, mas apesar deo discurso de democracia e liberdade, gosta mesmo é de alguém que mande.
5 de março de 2007
Hoje ouvi uma notícia no rádio que me deixou intrigado. Falava que o governo federal, daquele cara lá, quer fazer um pacote que iniba a guerra fiscal entre os estados. Mas, por quê? Que eu saiba, o Brasil é uma república federativa. Logo, todos os estados que formam essa federeação podem ter suas próprias leis, baseadas numa linha mestra traçada pelo Estado Maior. Já não fazem isso. Por exemplo, se São Paulo tivesse pena de morte, muito nego ia pensar duas vezes antes de vir de fora fazer merda aqui. E isso vale para qualquer estado.
Mas, de volta à guerra fiscal, não à guerra de verdade: eu acho mó legal, sabia? Vamos imaginar um cenário: São Paulo (só a cidade) tem 10 ou 12 milhões de habitantes. Tem um ICMS (aí é o estado) sei lá, de 7,82%. Hipotéticamente, é um número cabalístico. Aí aparece um estado tipo Tocantins, com um incentivo fiscal (ou guerra, foda-se o nome), dizendo que as empresas que forem para lá pagarão 3% de ICMS. Uma empresa que vai daqui para lá, economizaria 4,82% em impostos. Seus empregados teriam uma qualidade de vida superior, porque morariam numa cidade com uns 500 mil habitantes, sem trnânsito, sem poluição, com menos violência, enfim, numa cidade mais tranquila. E o que São Paulo ganha? Bom, ao meu ver, se uma empresa sai, pouco. Mas se saem umas 300, 400, 500, com média de 100 funcionários cada, mais as famílias dos caras e tal, umas 20 mil pessoas a menos. Resolver, não resolve, mas já é um começo! E daí que o Estado vai ganhar menos com impostos? Vai GASTAR menos, com menos gente para manter. O policiamento per capita aumenta sem precisar aumentar o efetivo, as ruas desgastam menos porque tem menos carro, tem menos poluição, ajuda a espalhar gente no Brasil e a distribuir melhor a economia desse país tão grande que às vezes parece ter uma cidade só!
Sei lá, posso estar falando a maior bobagem do mundo, mas eu acho que isso tem que mudar. São Paulo tem que deixar de ser A cidade do Brasil para ser só mais uma. Quero um Brasil mais igual, por mais piegas que isso possa parecer, e com uma cidade que, sozinha, tem a população de 4 ou 5 estados inteiros, acho que isso não é muito possível, não.
Tem mais é que ter guerra fiscal, mesmo!
20 de outubro de 2006
Sei que ninguém vem aqui prá mudar de voto, mas, em todo caso, quero dar a minha opinião sobre porque o Lula ficou puto com as privatizações.
Quando as empresas são estatais, quem indica o presidente e a diretoria da empresa é o Poder Executivo. Ou seja, todas as empresas Seiláoquebrás, o Lula que indicaria os companheiros que seriam os chefões dessas empresas. Sistema Telebrás, Embratel, tudo, indicação dele para a diretoria e presidência.
Ou seja, a privatização acabou com a boquinha dele.
Prá quem não lembra, antes da privatização, um telefone custava US$ 2.000,00, era dedutível do IR, era patrimônio, era coisa de rico. Quando você pedia uma linha, a empresa te prometia que ia te entregar em 3 anos, 200 dias e 4 horas, se não chover. Hoje custa R$ 19,90, instala em no máximo uma semana. 90 milhões de pessoas tem telefone. O setor gera 200 mil empregos diretos.
Realmente é muito ruim para o país. Para o país que eles querem que a gente seja. Atrasado que nem eles.
2 de outubro de 2006
Eita que deu segundo turno!
Se dependesse de São Paulo, cidade e estado, Lula estaria fora já no primeiro turno. Essa é a parte que me enche de orgulho de ser paulista.
Já, nossos votos para o legislativo estão longe de me orgulhar. Suplicy vai para 24 anos de senado. Já tem 16 e vai para mais 8. Essa é uma coisa que eu não entendo. O cara tem dificuldade até para falar...
Deputado federal, então, a lista dos 4 mais votados não chega a surpreender, mas é surreal: Maluf, Celso Russomano, Clodovil e Enéas. Eu tinha certeza que eles seriam eleitos, só não esperava que fossem os mais votados. Na esteira, Maluf e Russomano levam mais 4 ou 5 do PP para Brasíla e o Clodovil leva mais do partido dele (sei lá qual é). Por conta da tal proporcionalidade, candidatos que não teriam votos para serem eleitos, vão para Brasília. Representar quem, já que não foram eleitos por ninguém. Quer dizer, foram. Pelo Maluf, pelo Russomano e pelo Clodovil.
Dia 28 tem mais. Bora ver se a gente consegue virar o jogo. PEDALA GERALDO!!!!
29 de setembro de 2006
Claro que eu vou comentar o debate para presidente. Que, para mim, foi mesmo surpreendente.
E o que surpreendeu não foi a ausência do Lula, que esse é um imbecil mesmo, não surpreende mais nada. Nem a Heloísa Helena, atirando para todo lado e batendo em todo mundo, porque isso é só o que se espera dela. Também não surpreendeu o nervosismo do Alckmin, que é experiente e tal, mas ontem viu a chance de nadar sozinho e parece que assustou um pouco com ela.
Quem matou a pau, e essa é a minha surpresa, foi o Cristovam Buarque. Totalmente coerente, claro, expôs suas idéias, criticou de forma totalmente educada, mostrou que tem autoridade para falar de educação. Foi o destaque positivo do debate.
Minha percepção é que tanto a Heloísa Helena quanto o Cristovam Buarque, principalmente a HH, deve tirar alguns votos do Lula. O CB deve tirar também alguns do Alckmin. Acho que foi positivo o debate para quem quer ter segundo turno.
Mas não foi divertido como o debate para governador, quando o fight rolou solto.
27 de setembro de 2006
Cara, ontem vi o debate entre os candidatos a governador de São Paulo. PQP, a coisa é feia demais. Uma breve análise, desse blog que de dois em dois anos fala de política:
Geral: é impressionante a cara de pau de antigos inimigos, se juntando contra novos inimigos. De todos os que estavam ali, de longe os que mais se atacaram na vida, eram PT (Mercadante) e o PMDB (Quércia). Ontem, "sem querer", eles estavam unidos contra o PSDB (Serra). Mas, apesar de tudo, deu prá ver quem está preparado ou não, tanto para o debate quanto para a função. E realmente, numa avaliação isenta, só o Serra e o Mercadante sabiam o que estavam fazendo ali. O Plínio é um cara inteligente, pelo menos aparenta ser, mas vive num mundo de faz de conta. :o) O Quércia morreu e esqueceu de deitar, parece que tá num comício o tempo todo, falando que o que vai fazer, como se ele decidisse tudo sozinho. E o Carlos Apolinário esqueceu de levar a foto do Brizola, porque falou nele o debate todo.
Agora, uma análise individual de cada um, com a melhor frase durante o debate:
Plínio: É o Suplicy do PSOL
Frase: Quércia, você, o Fleury, o Covas, o Alckmin, todo mundo fala que fez casa popular. Tem um défcit de 700 mil moradias e um milhão e 400 mil imóveis desocupados em São Paulo. Explica isso aí prá turma. (Ao fazer sua "pergunta" sobre habitação)
Carlos Apolinário: Aprendiz de Brizola. Usa sua honetidade como diferencial, em vez de ser o padrão. Fizeram uma pergunta sobre eduação e ele respondeu sobre segurança.
Frase: Por que só eu sou advertido, Chico Pinheiro? Segurança está relacionado com educação! (depois de levar um pito por mudar de assunto)
Mercadante: É a cara do PT. Arrumadinho, metido a intelectual, mas cutuca que ele explode.
Frase: O Lula vai ganhar no primeiro turno!!! (já ele...)
Quércia: Morreu e esqueceu de deitar. É o retrato de um político antiquado, sem contar que ele tá com um par de orelhas que eu vou te contar.
Frase: OPA! DESCULPA! (depois de socar o microfone, fazendo pose)
Serra: Sempre no limiar da arrogância. Se não fosse isso, seria presidente em vez de candidato a governador.
Frase: Eu posso perguntar para ele? Qual é o problema? (quando escolheu fazer uma pergunta para o Plínio, pelo segundo bloco seguido).
Para terminar, o melhor diálogo do debate:
Quércia: Então, Serra, prá resolver o problema da educação, tem que ter pulso firme! (mexendo a mão meio frouxa).
Serra, rindo: Firme, é?
Quércia, também rindo: Firme!
Serra, ainda rindo: Sei. Firme!
12 de setembro de 2006
Se a eleição do Collor foi a eleição da TV, a primeira do FH foi a do Real e a última foi da internet, essa sem dúvida é a eleição do You Tube.
Digite "eleições 2006" e aparecem 245 resultados. Procure pelo nome do candidato e ele certamente estará lá. Ganha ainda mais força por conta dos vídeos ridículos que os caras fazem, na esperança de, na falta de competência, aparecerem pela palhaçada. Tem cara que levanta de caixão, que aparece com animais diversos, que canta, que bebe, ameaça, tem de tudo.
Isso é divertido e tal, mas é uma baita oportunidade que os candidatos estão perdendo, de usar de maneira séria essa mídia que é fortíssima. Porque o que está chegando para o eleitor de São Paulo, é o candidato ridículo do Pará, a mané do Rio e tal. Se o cara faz um vídeo acessível, com uma linguagem bacana e usa uma galera para fazer um viral, pode ser que ele consiga ser ouvido por uma quantidade razoável de pessoas.
Mas, ainda não tem, pelo menos em campanha, quem saiba fazer marketing político na internet. Porque, aqui entre nós, quem já decidiu que vai votar no Geraldo, não vai entrar no site do Luiz para ver o que ele tem a dizer. Ninguém vai no google, digita o nome do candidato a deputado prá ver o que o cara fez ou deixou de fazer prá decidir o voto. Ou, se tem quem faça, com certeza é pouca gente.
Enquanto isso, vamos rindo com os absurdos, que rir é sempre melhor que chorar. :oP
16 de agosto de 2006
Dizem por aí que mudam-se as moscas, mas a merda é a mesma.
Pois é, descobri que é mentira. A merda é a mesma, mas as moscas também são! Nem as moscas mudam.
Claro que eu estou falando das eleições que teremos em outubro e, talvez, em novembro para o segundo turno. Caras, os candidatos que temos disponíveis são os mesmos que ou já eram candidatos em eleições passadas ou que já estão lá e estão tentando a reeleição. E tem ainda os que estão tentando dar um upgrade (vereadores que querem ser deputados estaduais, estaduais que querem ser federais e federais que querem ser senadores). Mas o fato é que eu não vi ainda nenhuma cara nem relativamente nova no cenário. E não quero nem dizer que isso assusta. Isso me deixa é desalentado. E tem um e-mail que algum amigo seu já te passou falando que se você votar nulo e o nulo ganhar tem que convocar outra eleição, com candidatos diferentes, né? Bom, a essa altura, espero que você já saiba que isso é balela.
Mas, voltando: você se lembra em quem você votou para deputado na última eleição. Eu lembro. Para estadual, votei no Turco Loco. O cara, prá quem não conhece, é dono de lojas de surf e de confecções que fazem, entre outras marcas, a Cavalera e a Vision no Brasil. Se for candidato, voto nele de novo. Entre projetos que ele apresentou e leis que aprovou, tem as baboseiras padrão como instituir o dia do surf, o dia do skate, o dia do rock, mas tem coisas importantes e conscientizadoras, como a regulamentação (não disse aprovação) da tatuagem em menores de idades e a definição de punições para quem joga lixo em estradas.
Para federal, eu fui um dos 1.500.000 mil caras que, achando que era sacanagem, ajudou a eleger o Eneas Carneiro. Ainda assim, fui ver o que o cara fez. Apresentou, em 4 anos, UM projeto, sobre a utilização de vegetais para fabricação de combustíveis. Vai prá PQP! Não voto nele nem de sacanagem. Achei que ele ia propor projetos de bomba atômia, cerca elétrica na amazônia, sei lá, um monte de merda assim. Não que eu seja a favor, mas pelo menos dava uma mexida com a turma.
Governador votei no Alckmin e votarei nele de novo, para Presidente. Não que eu o considere excelente, mas é disparado o menos ruim. É um bom administrador e me parece ser um cara honesto. Heloísa Helena é coerente prá cacete com as idéias dela, mas como eu não concordo com nenhuma, taí um ótimo motivo para não votar nela. O Lula sem comentários, não votava nem para representante de classe (put´s, mas prá isso ele tinha que ter ido para a escola), e o resto é inexpressivo.
Meu candidato a senador na última eleição não foi eleito, então não procurei saber o que ele fez. Mas está como presidente da câmara dos vereadores em SP, então deve estar trabalhando!
Pode ser que você assuste um pouco lendo isso, mas a verdade é que sim, eu acompanho um pouco a política e procuro saber o que faz o candidato que eu ajudei a eleger. Com a internet é muito fácil de fazer isso. Se eu não gostar, não voto mais nele. É assim que a gente tem que fazer. Cansei daquele papinho comum de brasileiro de "eu não gosto de política", "eu não entendo nada" ou "é tudo igual, então...". Não é igual porra nenhuma. Só igual se você votar sempre no mesmo e ajudar a manter lá sempre a mesma patota. E se não gosta, não entende, não cuida disso, depois não pode ficar aparecendo em entrevista para o SPTV falando que tá indignado com a roubalheira e nem pode ficar fazendo discurso para os amigos no boteco que o político é tudo ladrão. Se tem um ladrão lá é porque você colocou. Eu não coloquei. E se coloquei, tiro assim que tiver oportunidade.
Pense nisso nos próximos dois meses.
28 de outubro de 2005
Caceta. Cada dia que eu paro para ler notícias de política nacional eu fico mais puto. 91 pessoas classificadas como "artistas, pensadores e notáveis" assinaram um abaixo-assinado pró Zé Dirceu. Ah, vá prá puta que pariu!
Ninguém tem mais o que fazer, não? Abaixo assinado de artista para pagarem royalties direito eu nunca vi. Por um ECAD ético e transparente, só vi entrar na briga o Zezé di Camargo e o Lobão! Por mim podem ir todos se foder com força. Ajudar picareta já acho uma merda, antes de SE ajudar eu acho pior ainda!
5 de outubro de 2005
Bom, vambora falar do tal do referendo, que no meu tempo chama plebiscito, e que é a maior enganação da paróquia.
É, enganação, sim. Porque gasta uma puta grana e não serve para absolutamente nada. Porque o dito referendo dá uma guia, mas quem decide prá valer são nossos nobres deputados, senadores e outros animais da mesma fauna. Segundo, porque estão complicando demais o que era prá ser simples. Então, por mais que já tenham dito, vamos reforçar:
Se você vota SIM, está votando NÃO! Não quero que comercializem armas.
Se você vota NÃO. está votando SIM! Sim, eu quero que comercializem armas.
Bom, o fato é o seguinte. Eu consigo comprar maconha? Cocaína? Ecstasy? Heroína? Crack? A resposta, infelizmente, é sim. Eu consigo comprar uma arma. Também. Vou conseguir se proibirem? Vou, do traficante, como é com drogas. Igualzinho. Aliás, vai ser até mais fácil.
Proíbam, mas não com meu voto. Eu voto NÃO. Não quero mais um tipo de traficante no meu país. Não quero que saibam que eu estou indefeso. Não quero ser enganado por um monte de artista da Globo, fazendo cara de bonzinho e falando que proibir acabará com os males do mundo. Os mesmo que fizeram cara de bonzinho prá falar que um analfabeto ia mudar o mundo, mas está fazendo tudo igual aos outros, só que com "menas" competência. Que ele e sua horda não tiveram nem para roubar. E agora não tem coragem prá tomar um decisão dessas, transferindo a responsabilidade para os que são ainda mais ignorantes do que ele...
11 de julho de 2005
Caceta. Primeiro o tal do mensalão. Com o tal do Marcos Valério (que é a cara do Tio Chico da família Adams) sacando 20 e tantos milhões de reais para lá e para cá.
Depois pegam um com 200 mil reais na mala e 100 mil doletas na cueca.
Agora pegam um deputado com 7 malas cheias de grana. Estimam que tem coisa de 100 milhões de reais! Duas mega senas acumuladas. PQP!!!
E eu aqui, gramando para descolar meu salarinho... Tá tudo errado, mesmo, vai se foder! Parece que no meio da zona que está, Luiz Inácio MULA da Silva já pensa em nem se candidatar à reeleição. Deve indicar o Palofi para candidato ano que vem. Que nem o FHC fez com o Itamar. Primeiro arruma a economia depois sai presidente. Originais, os petistas...
Só se confirma a grande verdade: na zona não tem virgem!
3 de abril de 2004
Ninguem, nem eu, nem voce, fica inteligente por decreto. Pode baixar lei, dar porrada, mandar para o show do milhao, qualquer parada, que nao adianta. Estou falando isso porque agora o governo quer dar cotas para negros tambem nas faculdades publicas. A justificativa eh que os negros nao sao discrinados (eu que sou). Mas que a qualidade do ensino deles, na maioria dos casos, foi mais fraca. Entao, cacete, de que adianta socar o cara numa faculdade. Nao adianta ele entrar. Entrar eh o de menos. O que interessa eh a galera SAIR. E sair formada, com o canudo na mao. Nao sair porque nao conseguiu completar a faculdade, seja por falta de grana ou por falta de capacidade. Ainda mais depois que eu vi que tem crianca na quarta serie que nao entende o que le... Reconhecer letras e ler sao coisas diferentes.
Se querem melhorar a educacao nesse pais, tem que comecar por baixo. Tem que pegar a molecada, lah na primeira serie, na segunda, sei lá, e ensinar para valer. Quando eu tava na quarta serie, ao contrario da molecada de hoje, eu tinha provas sobre os livros que tinha que ler. Alguns, ateh classicos, Machado de Assis, por exemplo. E eu estudei em ESCOLA PUBLICA!!!! Depois, segundo grau. Tah certo que eu fiz tecnico, mas eu estudei calculo no segundo grau. A faculdade, ateh certo ponto, foi mole. Uma porque era mole mesmo, mas principalmente porque eu tinha base.
Muita gente que entrou comigo nao saiu comigo. Sairam bem antes. Um, dois anos depois de começar. Abandono, chama.
7 de outubro de 2003
Cara, realmente, quem pensa nesse país quer que a gente tenha um povo ignorante, crente que a única saída para os problemas da vida é a fé em Deus. Acabei de ler uma notícia que o autor na novela das oito, que é às nove, vai matar o personagem que agride a mulher a raquetadas. Porra, é tão difícil fazer uma novela em que o cara que é escroto, criminoso, ou sei lá que porra, acabe preso. Isso, na cadeia. A mensagem que fica, por mais que possa ser bobinha, é: Quem bate na mulher vai para a cadeia. A mensagem que fica, atualmente, é: você que apanha, que é roubado, que é sacaneado pelo chefe, que é corneado, que o médico trata mal, não se preocupe. Quem faz tudo isso com você é ruim, e vai morrer um dia, como castigo divino. Lindo. Só falta acrescentar: Vai morrer, depois de viver mais e muito melhor que você, que é um cabação!
Ser um povo pobre, beleza. Ser um povo burro é que me irrita.
8 de julho de 2003
E agora essa putaria de que o Rio foi escolhido como cidade brasileira para disputar a chance de sediar uma olimpíada? Todo mundo em São Paulo ficou puto, que onde já se viu, estrutura em SP e tal... Os cariocas, como eles mesmo dizem, marrentos prá caralho, se achando os escolhidos e tal. Bom, a minha modesta opinião de paulistano que mora no Rio (estado, não cidade, mas perto) é a seguinte:
Foda-se que o Rio ganhou. Ganhou por motivos óbvios, que só os hipócritas não conseguem ver. O COB é no Rio, assim como o Maracanã, o Pão de Açúcar, o mar, a lagoa e, principalmente, a Globo e o Roberto Marinho. Além disso, é fato que o Rio é a cara do Brasil no exterior, goste o resto das cidades do país ou não! Sobre a infeliz frase do César Maia, plagiando (que político não cita) o poeta (que eu acho um chato), se político falasse alguma coisa que preste o país não tava nesse buraco. E nesse caso, teria até chance de sediar uma olimpíada.
Achar que São Paulo podia sediar uma olimpíada é tão absurdo quanto achar que o Rio tem alguma chance de ser escolhido pelo COI. As duas cidades tem muita coisa melhor para fazer do que se preparar para ter uma olimpíada rolando. Tem que limpar, tem que modernizar, tem que encarar o crime (igualmente ruim nas duas cidades, apesar de diferentes), tem que educar, tem que organizar... Tem que fazer com que as duas cidades que são a cara do Brasil tenham cara de, finalmente, de cidades do mundo. Não temos cacife e nem educação para ter uma olimpíada no Brasil. Essa é a verdade.
E viva a tampa da minha privada, que derreteu!
2 de julho de 2003
Cara, li esse manchete e fiquei até com medo de ler a notícia. Vê se não parece aqueles migué para furar encontros:
Brasil adia a queda no preço da gasolina devido a greve na Nigéria.
Nesse mesmo nível de operação, podemos começar a prever novas desculpas, para várias situações. Exemplos:
Para não ir a escola:
Não posso ir a escola porque nevou em Toronto e as ruas estão bloqueadas.
Para quando o Guga perder um jogo nos EUA:
A temporada de saibro no afeganistão foi prejudicial para o joelho do Saddam.
Para o São Paulo perder um jogo decisivo:
Perdeu porque o construtivismo é um movimento existencialista defasado históricamente.
Manda uns migués ae. Vamos ver como estamos de kaô*!!!!
* - Kaô - Migué em carioquês!
29 de maio de 2003
Baixou um santo!
E o papo é sério. Estava lendo agora a notícia de que o José Dirceu foi vaiado quando falava das reformas em São Paulo. Aí lembro da história do vídeo do Lula criticando as coisas que ele faz e pessoas com quem ele se relaciona hoje. Todo mundo dizia que o PT tinha que aprender a ser vidraça, que ser pedra é fácil e tal. Hoje, vejo propagandas do PFL, com a legenda dizendo "Oposição com Resposabilidade". Viraram pedra. E o PT não tem que aprender a ser vidraça. Vai muito além disso. Eles tem que aprender a ter coerência. O nosso pevidente, quando resolve abrir a boca para falar e não para ler o que escrevem para ele, fala como se ainda estivesse em campanha, alfineta quem não deve e começa a colecionar "protestos" contra o que ele diz. Para quem escrevia FORA FHC em cada muro do país, ver o Lula fazer exatamente as mesmas coisas deve estar sendo doído. Falar que os tempos mudaram do tal vídeo prá cá, eu concordo. Mas da campanha para cá não mudou tanto assim.
A verdade é que o PT, Lula e toda a galera que ele colocou para governar com ele não precisam aprender a ser vidraça. Precisam, urgentemente, aprender uma coisa e decidir outra:
Aprender que o voto que elege, é o do pobre, maioria do povo do nosso país, mas a voz que manda é a de quem tem grana. Os poucos que tem grana.
E decidir, de vez, de que lado ele vai ficar: do lado do pobre que ele iludiu para ser eleito, com a imagem de renovação, mudança e até de salvador da pátria, ou do rico que financia a campanha da reeleição, daqui a três anos?
FHC, todos dizem, seria lembrado como o maior estadista que o Brasil já teve, se não tivesse "vendido a alma" em troca da reeleição.
E o LILS? Vai vender o quê?
