É uma canção besta e uma constatação do óbvio, mas, já dizia o sip, óbvio só é óbvio quando alguém fala! Ultimamente, tenho tido alguns lembretes que o tempo está passando.
Ontem fui pegar o Pedro e minhas costas travaram. Claro que isso não é reflexo só do tempo, mas também do sedentarismo que eu sei assolou minha pessoa. Se bem que estou fazendo natação, quem sabe vou melhorando. Hoje estou com o Salompas nas costas, prá ver se melhora um pouco.
Outra é que o Pedro já vai fazer um ano. Sem nenhum exagero, lembro como se tivesse acontecido há 15 minutos atrás. Eu na sala de parto do São Luiz, filmando, colocam o sugador porque acharam a bolsa, começa a tirar o líquido, daqui a pouco "plop"! Aparece a cabecinha dele prá fora. Pareceu que o mundo sumiu debaixo dos meus pés e colocaram um novo. Dr. Zé Bento puxou ele prá fora meio em "zigue-zague", brincou com ele até ele desandar a chorar. Levou para a Dé ver, depois para eu dar um beijo. Filmei, tirei fotos, chorei, mandei um SMS para minha irmã e para a minha cunhada: "Nasceu! 3K710g. É a coisa mais linda que eu já vi!". Li antes de mandar e chorei de novo. Passei a noite do dia 7 para o dia 8 de agosto acordado, vendo se ele e a Dé estavam bem. Cochilava 10 minutos, acordava de novo. Vi a abertura das Olimpíada de Pequim, os primeiros jogos, tudo para não dormir, para ficar olhando para ele.
E aqui estou eu, cuidando das coisas para a festinha do primeiro ano dele, que nasceu não tem nem 15 minutos e cada vez que lembro enche meu olho d'água.
Já faz quase um ano, mas a emoção não tem prazo de validade. É tão forte hoje como no dia. Ou mais. Já que cada dia eu amo mais esse moleque.
Só que nesses 15 minutos, passou um ano. Minhas costas doem. Logo ele que vai cuidar de mim, isso sim...
24 de julho de 2009
O tempo não para
12 de junho de 2009
Home alone
É, feriadão é prá quem pode e eu achei que não podia, pelo menos nesse.
Queria ficar em São Paulo no feriado, a Dé quis ir viajar e aí a gente resolveu que todo mundo estava certo. Ela foi viajar e eu fiquei por aqui. E já que fiquei, mesmo, e hoje tá um tempinho que inviabilizou tudo que eu queria fazer em casa, vim trabalhar.
O que não impede de ser relax, porque até trabalhar pode ser relax, quando não é no stress de um dia normal. Dei uma volta na empresa hoje e não tinha uma alma em vários lugares que eu passei. O telefone não toca, os e-mails não chegam e dá prá aproveitar prá adiantar o que tava atrasado.
Em casa, aproveitei para alugar um filminho e um joguinho. Já vi o filme e já estou jogando. Aproveitei também prá tocar um pouco de violão e hoje estou pensando até em pegar a guitarra.
Mas, depois de muito tempo sem atualizar, desde o dia do meu aniversário, vamos às novidades, que quase não existem! :o)
Primeiro as não tão boas: quebrei o meu iPhone. Deixei cair, ficou um rachado no vidro que parece uma cicatriz. Tudo funfa, normal, não sei nem se vou mandar arrumar tão cedo. Por causa disso, fui a primeira pessoa no mundo a ter o iPhone 3G S, sendo que o S, no meu caso, é de Scarface.
O Pedro teve que parar a natação, por ordens médicas. Ele teve, seguido, uma roséola, uma laringite e uma bronqueolite. Aí a médica achou melhor, enquanto o tempo tá frio, ele não nadar. Aí, como já está pago, mudamos a matrícula dele para mim e agora que faz natação no lugar dele sou eu. Que coisa, não?
De bom, é que acho que no mês que vem eu devo tirar uns dias para ficar de bobeira, estamos planejando o aniversário de um ano do Pedro e a vida continua. Se bem que não temos a mais pálida idéia do que fazer no aniversário do Pedro, porque a grana não tá nem curta. Tá inexistente, mesmo.
Mas tamos aí na atividade.
22 de maio de 2009
Como já é tradicional por aqui...
...parabéns para mim, porque eu sou legal!
Atingi a maioridade. 18 anos! Em cada perna. Agora sim.
Viva eu, viva tudo, viva o Paul Barrigudo, que sou eu também.
Primeiro aniversário que acordo com o Pedro dando risada do meu lado, como se soubesse que dia é hoje. Que dia feliz, que do caralho, que tudo. É nóis, queiróis, albatróis, não gostou pega nóis.
\o/
11 de maio de 2009
So many things and so little time
É tanta coisa prá fazer, mas tanta coisa prá fazer, que às vezes o Esblogo fica meio parado. Mas jamais esquecido.
Aliás, uma coisa que eu acho que nunca escrevi, apesar de ter deixado nas entrelinhas várias vezes. A época que eu menos atualizei o Esblogo foi em 2004, ano que eu passei boa parte sem trabalhar e boa parte trabalhando na Level Up. O tempo sem trabalhar, obviamente, tira a vontade de qualquer um fazer qualquer coisa. É muita incerteza, é muita merda, é muita gente te tratando como bosta porque você não tem emprego, muita gente tentando te dar o golpe porque você está desesperado... É uma situação de merda, que eu abstrai, tirei as coisas boas e simplesmente apaguei as ruins. Ainda estão "fisicamente" gravadas, claro, mas o "arquivo lógico" não está mais indexado no cérebro, vamos dizer assim.
Agora, o tempo de Level Up e a vaca loca que era minha chefe, não esqueço jamais. Ali lembro só das coisas ruins, porque de bom mesmo, só o dia que eu pedi a conta. Espero nunca mais ver nem ouvir falar dessa mulher. Não desejo nada de mal prá ela, até porque não precisa. Feia, ruin, mal (ou não) comida, véia, morando com os pais, descota a frustração de não ter uma vida tratando subordinados que nem lixo. A única coisa que eu tenho que agradecer é que deve ser por causa dela que eu sou um chefe, modéstia à parte, tão bom. Pode perguntar prá qualquer pessoa que trabalhou comigo e vai ver que não estou de sacanagem.
Outro dia uma funcionária veio me contar de uma conversa que estava tendo com uma amiga aqui na empresa, com a amiga desancando o chefe dela. E aí perguntou para essa funcionária quem era o chefe dela. Ela respondeu que era eu e ouviu a seguinte frase: "O Paul??? Ai, que sonho, que delícia!" Eu ser chefe, não eu, seus mente poluída da porra! Fui chefe do irmão de um amigo. A gente foi almoçar um dia e perguntei do cara. Esse meu amigo, que é doido prá me sacanear, não perde uma chance, ficou sério prá caralho e disse: "Ele vai ficar feliz prá caralho de saber que você perguntou dele. Ele não fala porque, mas sempre conta em casa que você é o modelo de chefe que ele gostaria de ter sempre".
A coisa é bem mais fácil do que parece, na verdade. É só tratar todo mundo como gente. Os que não entendem a diferença, trate com o mesmo respeito que eles tratam. Se acharem que estão sendo mal tratados é ótimo, porque você pode estar conseguindo mudar uma atitude hostil mostrando a "regra do espelho". Aqui mesmo já mandei um à puta que o pariu, com todas as letras e sílabas combinando, aí ele mudou. Percebeu que estava sendo escroto com a pessoa errada, vai ver.
Ultimamente, mesmo com tudo que tem de pressão e porradaria, até que a coisa tem andado bem. A falta de posts diz mais respeito à falta de tempo do que à de vontade. Acha-se tempo, dirão alguns. Mas se eu achar algum, quero aproveitar é prá ficar com o Pedro. Ou dormir. Mas ainda escrevo bem no twitter, porque é mais rápido!
Prá terminar, cabe o reconhecimento de que esse foi um post que advoga em causa própria, comigo, ridiculamente, falando bem de mim mesmo e de minhas habilidades profissionais. Mas, como dizem por aí, se eu não fizer, quem vai fazer? Acho que esperei demais que fizessem e, se não fizeram ainda, não farão mais, certo?
Além do quê, algumas coisas tinham que ser vomitadas, mesmo. Vocês sabem como é.
22 de abril de 2009
Feriadão, canseira e susto
Claro que eu adoro feriado. Mas ultimamente, parece que eu me canso mais nos feriados que nos dias normais. Não sei se é porque, ultimamente, todo feriado significa visita em casa, se é porque o Pedro não deixa mesmo a gente dormir como antigamente ou se é porque eu estou simplesmente ficando velho.
Uma coisa sou obrigado a admitir: eu já não durmo mais como antigamente. Eu era faixa preta, oitavo dan, ninja pós graduado em matéria de dormir. Já teve vez que eu dormi mais de 18 horas. Tipo ir dormir depois do almoço, pedir para me acordar prá sair 10 da noite e acordar só 10 da matina do dia seguinte. Coisa de louco. Hoje se durmo muito, acordo com uma dor de cabeça do inferno. E mesmo quando eu quero dormir um pouco mais, chega uma hora que os olhos estalam, não fecham mais e nem mesmo aquela preguiça na cama dá vontade. Tem que levantar, mesmo. Isso que eu costumo dormir tarde. Digo, costumava. Com os novos horários na casa, 11 horas já estou caindo de sono.
Outra coisa que eu não fazia e agora faço é a soneca no meio do dia. Antes se eu dormisse um pouco de tarde, ficava meio zuado de noite. Agora não. Durmo de tarde, na rede, sossegado, acordo legal quando alguém me chama e durmo de novo de noite normal. Estou "fracionando" o sono. :o)
E o susto do feriadão ficou por conta do meu computador. Estava eu tranquilamente deitado na rede (prá variar), assistindo Fringe (prá variar) com o micro no colo (prá variar). Acabou o episódio que eu estava vendo, fechei o VLC e dei uma olhada prá ver como estava a bateria, que estava em 17%. Foi eu olhar isso e o danado desligou. Estranhei, tentei ligar de novo, ele fez o UÓÓÓÓM característico do mac ligando e pumba, desligou de novo. E não ligava mais. Liguei na tomada e nada. Tirei a bateria e nada. Liguei na tomada sem a bateria e nada. Quando tava na tomada, piscava a luz da bateria carregando. Deixei um pouco, desesperado dele ter ido para o mundo dos mortos, e fui tomar banho. Depois do banho tentei ligar de novo e... LIGOU! Desliguei, deixei carregando, depois da luzinha verde indicar que carregou eu desliguei tudo e deixei ele quieto. Não me assustou mais. E isso que eu já Fringe na rede de novo! :oP Vai ver eu tava fedido e ele se recusou a ligar enquanto eu não tomasse banho.
A hora que ele ligou de novo eu olhei bem prá ele e disse: "Welcome back, to the land of the living". E acrescentei: "Nunca mais me assusta desse jeito"!
9 de março de 2009
Voltei!
Tirei a semana passada de folga. E folga, para mim, significa usar menos o computador. Por isso o Esblogo também ficou de férias.
Mas voltei e, sei lá, parece que eu nem tenho tanta coisa assim para escrever dessa semana que fiquei sem trabalhar.
O bom é que eu fiquei com o Pedro um pouco mais do que de costume, mas nem fiz muita coisa. A maior parte do tempo, na verdade, não fiz nada, mesmo. Afinal, para isso servem as folgas!
De novidade em casa, o Fallout 3, que aluguei e não aguentei, acabei comprando. Que jogão. O esquema é o mesmo do Oblivion (o jogo também é da Bethesda), mas acho que a história e a ambientação são muito mais legais. Sei que tem coisa prá cacete para fazer, porque tem troféu que só ganha depois de achar 100 localidades no jogo, e eu acho que só descobri umas 30.
E, a melhor novidade de todas, na sexta nasceu o Theo, segundo filho da Dê e do Pelvin, um sobrinho novinho em folha para eu estraga! U-hu!!!!!!
2 de fevereiro de 2009
O Véio
Sábado a gente foi levar a Dé prá trabalhar (eu e o Pedro) e depois fomos para Aguaí, conhecer o Henrique, que acabou de nascer. Eu achei ele a cara do Tom, aqui entre nós. Batemos uma pizza em São João e domingo ele foi prá casa. E tava metade de Poços de Caldas para ver ele. Legal! Como eu disse, nossa família anda ocupando as cegonhas! :o)
Voltamos domingo mesmo e a conclusão é uma só: estou véio. Antes eu fazia isso todo final de semana e tava sussa. Cheguei em casa podrão ontem, muita gente na estrada, complicado demais.
Outra indicação que estou ficando véio: a já citada ODM, a banda que montei com uma galera. Pô, duas horinhas de ensaio e um dia inteiro de surdez... Até comprei um protetor auricular prá ver se melhora. Ainda não usei, mas já comprei.
E antes que eu me esqueça, do tamanho do Sagaz tá a véia! Eu ainda não cheguei nos 3 dígitos na balança, não. Tem uns 13 kilos de folga ainda!
30 de janeiro de 2009
Week Report
Uma semana corrida, mas bacana. Muitas novidades.
Uma delas é que agora o Pedro foi para o berçário, porque a Dé voltou para o trabalho. E a gente já causou na escolinha / berçário, mas acho que é mais porque somos marinheiros de primeira viagem do que qualquer outra coisa. Até agora, que ele está com 5 meses, só a gente ficou com ele. E agora que a gente tá deixando ele com outras pessoas, acho que estamos sentindo mais o golpe do que ele. Mas não tem muito o que fazer, infelizmente. É da vida.
Outra é que o Henrique, primo do Pedro, está chegando. A gente já deve conhecer ele no final de semana. Eu estou bem ansioso para conhecê-lo, não vou mentir. Para mim, ele é o primeiro sobrinho do lado de lá da família. Os outros 3 sobrinhos da Dé não consigo considerar que são meus, por uma série de razões que não dá nem prá tentar explicar, mas acho que é principalmente porque eles já existiam antes de eu namorar a Dé. O Henrique não, esse eu acompanhei desde o comecinho, então parece que é meu, também, que nem o Caio é da Dé. Difícil de entender, mas é assim que eu me sinto.
A pergunta que não quer calar: Cadê o Verão desse ano?
E nasce um mito: ODM! Em breve, esclarecimentos sobre isso, aqui mesmo.
30 de dezembro de 2008
2008 in review
Aqui nóis é xik, rapá! Retrospectiva é coisa de Globo Repórter. Aqui a gente faz um review, olha que animal.
Palhaçadas à parte, 2008 foi um ano bom, mas difícil. Se tem uma coisa que ele não foi, é medíocre. Teve, isso sim, altos bem altos e baixos que mais ameaçaram do que conretizaram, mas que assustaram bastante. Com momentos de extrema alegria e de profunda preocupação, se fossemos medir esse ano íamos precisar de um osciloscópio (se é que isso ainda existe).
Do lado ruim, prá variar, a questão financeira é a que sempre aperta. Mesmo quando tava com uma boa reserva, sabia que ela estaria comprometida. Mas como sempre, os imprevistos comem uma grana alta. As realizações foram grandes e ótimas, mas caras! :o) Sem contar a tensão que rolou no trampo, com o chefe, que é mais que chefe, sendo demitido por telefone e a equipe tendo ficada meio largada até pouco tempo atrás. Tudo bem, é mais um sinal de crescimento estar no meio dessa merda toda, mas foi difícil demais. Com um filho recém nascido e uma casa recém comprada, o risco de ficar desempregado estava perto demais e em alguns momentos pensei, mesmo, que ia ter um piripaco qualquer do coração ou alguma coisa assim.
Mas se colocarmos na balança, o ano ainda foi muito mais legal do que tenso. Foi um ano de colher muitas coisas que foram plantadas em 2007, como a primeira coisa batuta do ano. Fiquei sabendo em 2007 que ia para uma das cidades que sempre quis conhecer. E dia 06 de janeiro embarquei para Las Vegas. 3 dias lá, 3 em Miami, dias que não esquecerei. Apesar de ter esquecido a câmera e ter voltado de lá sem nenhuma foto! :oP Mas o Ballona me filmou em Miami fazendo um cornholio depois de tomar um fraputino no café da manhã!
Em abril, depois de muito negociar, ir e vir, encher o saco geral, assinamos o contrato de compra da casa. Ficou um tempão aqui, fechada e sozinha, até que a gente resolveu dar um jeito nela. Tínhamos combinado que se não desse jeito até o final do ano, vínhamos de qualquer jeito. Viemo e até conseguinho dar uma arrumadinha nela. Ainda tem muito o que fazer, mas é nossa, minha e Dé. Se quisermos, podemos furar, quebrar, tampar, qualquer coisa. Se der merda, depois arruma, mas podemos fazer qualquer coisa, porque é só nossa.
E claro, é minha, da Dé e do Pedro. Se não vou esquecer o dia que compramos a casa, ou o dia que conheci Las Vegas, o que dizer do dia que meu filho nasceu. Lembro claramente cada momento, da hora que o médico me falou "é amanhã, pode ir para o hospital duas da tarde, que às cinco ele nasce", até a primeira noite que ele passou com a gente, do lado de fora da barriga da Dé. Lembro do que pensei a hora que vi ele saindo, a hora que vi a Dé com ele, lembro de cada cena, de cada minuto e o mais importante, de cada sentimento. Toda vez que me sinto meio zuado, meio deprê, lembro daquela hora.
De lá prá cá, todo dia é uma aventura, cheia de novidades e coisas novas. É a primeira fralda cheia prá trocar, a primeira corrida para o médico, o primeiro sorriso, a primeira risada, as primeiras vezes dele, também um pouco as nossas, tudo delicioso e emocionante. Se eu tivesse que definir 2008 em uma frase, seria fácil: O ano que virei pai!
Que 2009 seja um ano de plantarmos de novo, bom como 2007 e também de colhermos, bom como 2008.
Meus já tradicionais obrigados de fim de ano:
Dé e Pedro - meus amores, minha vida. Tudo que sou, são vocês que fazem.
Pai e mãe - tudo que sou, vocês que começaram.
Dê, Pelvin, Caio e Theo - Tudo porco mamão!
Ballona - Sensei, master, waste management.
Sandro, Lilica, Lurds - sempre perto, mesmo longe.
Yabas - agora também meu compadre.
Mau, Julis, China - Gente nova e boa. Menos o China, que é véio e não presta.
E você, que caiu aqui sem nem saber porque, que me conhece ou não, que nunca me viu nem mais gordo e nem mais magro, ou que me vê todo dia. Tenho certeza que você fez alguma coisa legal esse ano. E vai fazer mais ano que vem.
Tchau 2008. Eu vou lembrar sempre de você.
Oi 2009.
22 de dezembro de 2008
Mês corrido
Cara, que dezembro corrido, cheio de coisas para fazer. E não é só por causa do Natal, não. É tudo. Arrumando casa, pintando, limpando, carro que vai prá oficina, trabalho prá cacete na Band e claro, o Pedrão. Que aliás, tá cada dia mais bonito. E agora que ele é só risada para todo mundo, onde a gente vai ele vira atração turística.
E mesmo essas duas semanas antes de acabar o ano não me parecem que serão das mais calmas não. Mas pelo menos com dia 25 e 01 sendo quinta, rola aquele emendão, isso já é bom.
De qualquer jeito, estou por aqui, chutando tudo no MK vs DC. Que aliás, é um baita jogo, só podia ser mais fiel às raízes sangrentas da série.
1 de dezembro de 2008
Mudei!
É isso. Esse final de semana eu mudei. Saí da casa onde passei pelo menos 20 dos últimos 22 anos. Tirando o tempo em que morei em Petrópolis, coisa de um ano, mais ou menos, passei a maior parte da minha vida nessa casa. Era criança quando mudei para lá com os meus pais e foi enquanto morava lá que saí da escola e entrei no colégio, mudei desse colégio para outro, entrei na faculdade, conheci a Dé, me formei, comecei a trabalhar e foi morando nessa casa que vi nascer o Pedro.
Só não me casei enquanto morava nela, porque estava nesse tempo em Petrópolis.
É uma sensação ruim, mas boa. Ruim, porque estou deixado o que me é extremamente conhecido. É uma casa que eu andava com tudo escuro, com os olhos fechados, de costas. Conhecia cada centímetro da casa, cada taco no chão, cada dobradiça, cada parede, cada prego que segurava cada um dos quadros. Quase tudo que passei na vida, desde que me lembro, foi nessa casa.
Mas é uma sensação boa, de estar indo para a minha casa, que eu batalhei para comprar, para reformar, para deixar do jeito que eu queria para a minha família. E sei que vou passar por muita coisa nessa nova casa também. Afinal, é a casa que eu escolhi para ver o meu filho crescer.
Se pensar que só para pagar a casa são 20 anos, é bom eu sossegar por lá um tempinho...
12 de novembro de 2008
Crise e Oportunidade
Se é verdade o que dizem, que é no momento de crise que surgem as oportunidades, a hora é agora.
Pelo menos para mim, os sinais tem apontado para esse lado. Parece que as coisas andam perigosas, mas carregadas de oportunidades. Se for isso mesmo, que as recompensas sejam tão grandes quanto os riscos.
27 de outubro de 2008
Rápidas e mortais
Um post multi, multi, multi marcadores!
Eleições em SP: Claro, deu Kassab. Podem espernear, falar do PFL, dos caciques da ditadura, toda aquela conversinha de petista quando perde. "Ele usou a máquina", dizem, mas ter o presidente como cabo eleitoral pode? Então vão tomar no cu. A eleição do Kassab foi um recado claro: Marta Suplicy não ganha mais nada por aqui, com a pompa e arrogância que demonstra cada vez que abre a boca.
Eleições no Rio: Rá! Quando meus amigos me falarem que paulista vota mal, vou lembrar dessa eleição. Perderam a chance histórica de eleger um cara que, se não é um espetáculo, seria pelo menos uma novidade sem tamanho, para eleger o PMDB, que lá é do pastor Bolinha. Ovelhas.
Brasileirão: De fininho, sem fazer escândalo, sem alarde, o São Paulo já está em segundo. Palmeiras e Cruzeiro perderam para quem estava, ou ainda está, ameaçado pelo rebaixamento. Sem contar que Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro ainda se trombam. Ainda dá, estávamos 12 pontos atrás do Grêmio, em quinta, e agora estamos a 3, em segundo. A reta final vai ser braba.
Fórmula 1: Acho que não dá para o Massa. Não estou nem com vontade de assistir a corrida. Tomara que eu morda a língua e fique com raiva de não ter visto.
Inferno Astral: ainda algumas nuvens, mas aparentemente, dissipando. Fé em Deus e em mim mesmo. É o caminho para botar a vida em ordem.
Por último, até porque o mais importante a gente sempre deixa para o final, para segurar a audiência: O Pedro está cada vez mais lindo. Fui comprar um presente para a chefe da Dé que faz bodas de prata e a dona da loja com um bebê no colo, do tamanho de Pedro. Quando falei que o Pedro tinha dois meses ela tomou um puta susto. O bebê dela tem 5! O moleque é um potro, um toiço, um boizinho!
15 de outubro de 2008
Hell
Tem algumas expressões que eu detesto. Uma delas é inferno astral. Mas parece que eu estou atravessando um. Essa semana eu ando insuportável, até para mim. E o que começou como uma brincadeira, acabou virando uma merda sem tamanho, mais por uma infeliz coincidência do que qualquer outra coisa.
Mas o fato é que me falaram que eu falo demais. Fato. Falo prá cacete, mesmo. Aí, só de pilha, resolvi que não ia mais falar. Seria engraçado, se eu não tivesse entrado nessa semana com os dois pés esquerdos e todo mundo começou a achar que eu fiquei mesmo puto com a história e que não pode brincar comigo e tal. Só que não é isso, pelo menos não é mais isso. Só estou achando que, com o humor ridículo que eu ando, é melhor mesmo ficar quieto para não falar merda e não acabar ofendendo ninguém, como sempre acaba acontecendo quando eu estou puto ou de mau humor.
Aí hoje, por uma coincidência do destino, uma amiga minha que nasceu no mesmo dia que eu (mas em anos diferentes, eu sou véio) me chamou no MSN e perguntou porque eu fiz o meu "voto de silêncio". Me disse que eu não posso ficar quieto, que não é minha personalidade e ainda frisou: "Paul = comunicação". Aí eu disse que estou achando que não está valendo a pena essa comunicação toda, e que apesar de eu não acreditar nessas coisas, parece que entrei num inferno astral. E ela que, lembrem-se, nasceu no mesmo dia que eu, me disse: É, eu também estou numa semana do cão...
Melhor eu começar a pensar mesmo em ir dar um cuidada do espírito. Procurar umas energias boas. Dormir na salmoura. Ou sei lá o quê.
13 de outubro de 2008
Querer e não poder
Dizem que querer é poder. Mentira. Um monte de coisas que a gente quer, não pode. Se pudesse, faria.
E o que é pior. Uma das sensações mais bestas do mundo é justamente a de querer fazer e não poder. A sensação de não ter o controle é um inferno. A de se sentir sempre dependente de outras pessoas para qualquer coisa.
Às vezes eu tenho vontade de sair fazendo um monte de coisas, fazer as coisas que eu gosto e as coisas que tenho vontade, mas tenho mesmo é que fazer as coisas que eu posso, porque agora a minha vida não é só mais minha e a responsabilidade caso minhas idéias não virem atinge outras pessoas que não só eu. Isso é um caralho. Se fosse só eu e mais ninguém, como já aconteceu antes e eu nem me preocupei, era uma coisa. Mas não é.
Aliás, é bom que se diga: não tenho delírios de grandeza e sonhos de riqueza e poder. Eu acho que tudo que é exagerado, inclusive grana, atrapalha. Eu sonho em fazer o que gosto e em poder prover uma vida legal para a minha família. Não preciso de carrão, casão, viagens, iates e nem porra nenhuma disso. Claro que tudo isso é bacana, ver como vivem os imbecilmente ricos sempre faz a gente se perguntar como será que é viver desse jeito, mas, piadas à parte, ainda acho que a felicidade não está nisso. Os melhores dias da minha vida não tiveram nada a ver com dinheiro, apesar de, claro, dependerem em parte disso.
Tem dias que eu tenho inveja de alguns amigos, que fazem o que querem, o que gostam e se dão bem. E se dão bem honestamente, porque são incrivelmente bons no que fazem e merecem todo sucesso que conseguirem. Claro que não queria ter inveja deles, não desejo mal nenhum para eles, ao contrário, gostaria de poder dizer que é uma inveja "boa", mas acho que isso não existe. Estou, infezlimente, naqueles dias em que as costas estão pesadas e a cabeça envolta em uma névoa de preocupação que faz com que as coisas fiquem mais difíceis. Arrumar uma saída para isso, então, fica mais difícil ainda.
Mas isso passa. Não sei ainda o que fazer, mas vou descobrir. Eu sempre descubro.
29 de setembro de 2008
Home alone V - The End
A última noite sozinho em casa não foi nem sozinho e nem em casa. Foi com minha irmã, meu cunhado e meu sobrinho, na casa deles, filando a bóia. Mas eles que convidaram. :oP
Claro que não foi a noite inteira, até porque não tinha pizza para tanto. Mas fiquei lá me divertindo com o Caio, que agora sabe engatinhar e se apoiar nas coisas para ficar de pé, mas ainda não sabe como sentar de novo depois de levantar. Aí é engraçado, porque ele vai onde quer, mas fica preso lá.
Sábado de manhã fui buscar a Dé e o Pedro, que está maior do que quando foi. Se eu já acho que ele cresceu cada dia que chego em casa, imagina depois de uma semana. Tava a maior galera lá com ele, mas não quis nem saber. Peguei ele e fui matar a saudade, sozinho. Todo mundo já tinha ficado uma semana com ele e eu não. Voltamos para SP sábado mesmo, depois de levar o Pedro para ver o biso. Agora que não tá mais gripado, o biso foi só carinho com o bisneto. Deve ser legal ter bisneto.
Chegamos em SP sábado de noite e ontem tivemos que sair de novo para ir no supermercado. Aí mandei a Dé fazer as compras, já que ela disse que eu não ia conseguir escolher carnes, frutas e verduras, e fiquei com o Pedro no shopping dando uma volta. Fomos na Saraiva ver a tia dele, fomos com ela almoçar e aí a Dé ligou que já estava no caixa. Ela faz as compras, mas quem paga sou eu! :oP
O Pedro ficou com o olhão aberto prestando a maior atenção no shopping, é muito engraçado. O que será que ele tanto vê? Chegamos em casa, descarreguei o carro e enquanto a Dé arrumava as compras, eu fui trocar umas fraldas. As P estão pequenas e as M ainda são muito grandes. Aliás, essa é uma coisa que eu queria saber, que é o desgraçado que avalia o tamanho de roupas em P, M, G e GG. Nunca dá prá confiar em tamanho de roupa e, pelo jeito, nem de fralda.
Pelo menos o Pedro está de volta em casa, safe and sound, todo risonho. E eu, mais babão que nunca.
26 de setembro de 2008
Home alone IV - Fight Night
Acho que nunca tinha ficado tão puto como fiquei noite passada. Não dá vontade nem de escrever. E não vou.
Só uma coisa que é bom que fique muito claro: eu nunca deixei ninguém me desrespeitar, não vou começar agora.
Ponto.
24 de setembro de 2008
Home alone III - Laundry night
Entre as coisas que eu imagino que existam no inferno estão as tarefas domésticas. Entre uma sessão de tortura e outra, o capeta te dá uma folga para você realizar coisas como lavar louça, passar roupa, varrer o chão e limpar o quintal.
Nesses meus dias de solidão, além de saudades do Pedro, estou tendo que fazer as coisas que eu nunca fiz. Por exemplo, lavar os panos de chão para que a empregada possa usá-los na sexta feira, quando ela for em casa.
Acho que eu nunca na minha vida lavei roupa. Lavar assim, uma camiseta aqui, uma calça ali e tal, claro que já. Mas pegar uma baciada de panos para lavar, acho que nunca. Quando eu morava sozinho, eu mandava as roupas em uma lavanderia e elas voltavam limpas, perfumadas e passadas. Ou mandava tudo para a casa da minha mãe, mas o efeito era o mesmo.
Mas tudo bem, vida que segue. E continuo acordando de noite, nos horários que o Pedro acorda para mamar. Tava conversando com uma amiga e ela mandou um get used to it. Disse que mesmo a filha tendo dois anos, ela sempre acorda de noite prá ir lá ver se está tudo bem. E que se a menina estiver quieta demais, ela dá um cutuco prá pelo menos ver ela se mexer um pouco. Eu disse que eu não ia fazer isso, mas ela só riu.
Hoje, ao que me conste, a Dé foi com o Pedro e a minha sogra para Poços de Caldas. Registre-se que eu fui contra. Sou da época que as pessoas iam na sua casa para ver o bebê, não você saía levando o bebê na casa dos outros. Mas como essa turma de Poços não levanta de lá para nada, se a Dé não fosse era capaz de ninguém nunca ver o menino. Mas isso não quer dizer que eu tenha que concordar com isso ou gostar dessa história. E não gostei.
Quarta feira, o homem solitário tem pelo menos uma companhia: o futebol na TV. Pena que não é o meu time, mas vale para secar o dos outros.
E não percam amanhã: Home alone IV! Ainda à procura de um subtítulo.
23 de setembro de 2008
Home alone II - Still alone
Continua a saga do homem casado sozinho em casa. Ontem, TV, PS3 e internet noite adentro. Mas já percebi outro vício de quem mora com outras pessoas a muito tempo. Mesmo não tendo ninguém em casa, teve uma hora que eu comecei a abaixar o volume da TV, crente que daqui a pouco alguém, tipo a Dé, ia brigar comigo porque estava muito alto.
De resto, tudo legal, com destaque para o cachorro, que está doido. Primeiro aparece um pacotinho em casa que todo mundo paparica e esquece dele. Depois vai todo mundo viajar e deixa ele em casa, sozinho, pela primeira vez desde que ele nasceu. Agora some todo mundo que ficava em casa o dia inteiro e ele fica sozinho o dia inteiro. Tadinho, tá perdidão.
E a saudade do Pedro, claro. Continuo achando que ele vai esquecer de mim (se é que ele já atinou que tem pai), que quando voltar vai estar diferente e apesar de ser só uma semana, parece que eu estou "negligenciando" meu filhote. Pai ausente, quando na verdade o ausente é ele, que foi passear com a mãe. Isso que tem só um mês e meio. imagina quando der os perdidos de moleque que eu dava.
Vou pagar os nervoso que fiz meu pai passar... Bem feito! :o)
22 de setembro de 2008
Home alone
No final de semana fui com a Dé e o Pedro para Aguaí. Voltei ontem, eles ficaram na casa da minha sogra. Se por um lado é legal, porque tem um monte de gente que quer conhecer o Pedro e que se for depender de virem prá São Paulo vão morrer sem conhecer, por outro não estou gostando dessa história de ficar longe dele.
Não é a primeira vez que eu fico sozinho depois de quase 5 anos de casado, mas tem uma série de primeiras vezes. É a primeira que eu fico mais de uma semana sozinho em casa, é a primeira que quem viaja é ela, não eu e a primeira depois do Pedro nascer. Quero só ver semana que vem, acho que vou até achar que ele cresceu mais do que o normal!
Mas uma coisa que eu já estou estranhando é a falta de "obrigação" com a comida. Ontem eu comi pizza, hoje um amigo me chamou para jantar na casa dele. O resto da semana que eu não sei o que eu vou comer! É mais ou menos como no tempo que eu era solteiro e morava sozinho, que a maioria das vezes eu ia na padoca e batia um lanchão. Agora vai ser a mesma coisa, imagino, mas devo levar o rango para casa.
Só falta eu engordar nesse período de "férias" conjugais.
