Acabou a temporada de F1 do ano passado, o Hamilton foi campeão, um oba oba por causa de como isso aconteceu, a mais emocionante em sei lá quanto tempo e blá blá blá. Aí aconteceu a tal da crise. O Lemman (ou sei lá como escreve) Brothers faliu, uma picaretagem com financiamento de imóveis nos US&A encheu o bolso de alguns e tá esvaziando o de muitos e aí a coisa apertou.
Quem tava ganhando dinheiro a rodo começou a ver a coisa enxugar e começou a fazer aquilo que todo imbecil faz quando isso acontece: corta gente. Demite. Dispensa. Trata o ser humano que nem merda. Gente desse tipo tinha que morrer pendurada pelo saco. Ou equivalente, se não for decisão de um homem.
Muitas empresas começaram a, burramente, parar de fazer aquilo que faziam de melhor, para economizar um troco. A Subaru saiu do mundial de Rally (será que alguém que compra Subaru faz porque o carro é legal para andar na rua???), Audi saiu do mundial de turismo e por aí foi, até que a Honda, que deve ter ganho dinheiro até vazar vendendo Civic mundo afora, saiu da F1. Até dá prá entender, porque era um time que investia prá cacete e andava lá atrás, vendo até uma sub-equipe dela, a Super Aguri, andar na frente deles.
Ficou aquela confusão, será que alguém compra a equipe, será que fecha de vez, o que será que vai acontecer, rolou o tal do Management Buyout e a empresa ficou com os funcionários. E quando voltou para as pistas, sob o comando do novo chefão da empresa, Ross Brawn, o cara que junto com o Schumacher fez a Ferrari ser o que é, supresa geral: só tem andado na frente. Ao contrário dos últimos carros da Honda, que eram uma bomba, o carro tem ficado entre os melhores em tudo que é teste. Durante todo o tempo de indecisão e agora, na "pré temporada" da F1, só se fala neles. Até o Barrichello, dado morto e enterrado, voltou da tumba para andar na frente de todo mundo.
Só se fala de Brawn. Que é surpresa. Que é engodo. Que é qualquer coisa, mas é. Se o carro ainda fosse da Honda, só se falaria da Honda. Eu acho que é ótimo ter uma marca lembrada na hora da crise. A Honda foi esquecida. É passado. E é covarde. Arregou na primeira crise que pegou, não botou fé no próprio taco.
Bem feito. Que todos os funcionários da Honda, no mundo todo, se sintam um pouco vingados. Adorei.
12 de março de 2009
Brawn GP
27 de outubro de 2008
Rápidas e mortais
Um post multi, multi, multi marcadores!
Eleições em SP: Claro, deu Kassab. Podem espernear, falar do PFL, dos caciques da ditadura, toda aquela conversinha de petista quando perde. "Ele usou a máquina", dizem, mas ter o presidente como cabo eleitoral pode? Então vão tomar no cu. A eleição do Kassab foi um recado claro: Marta Suplicy não ganha mais nada por aqui, com a pompa e arrogância que demonstra cada vez que abre a boca.
Eleições no Rio: Rá! Quando meus amigos me falarem que paulista vota mal, vou lembrar dessa eleição. Perderam a chance histórica de eleger um cara que, se não é um espetáculo, seria pelo menos uma novidade sem tamanho, para eleger o PMDB, que lá é do pastor Bolinha. Ovelhas.
Brasileirão: De fininho, sem fazer escândalo, sem alarde, o São Paulo já está em segundo. Palmeiras e Cruzeiro perderam para quem estava, ou ainda está, ameaçado pelo rebaixamento. Sem contar que Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro ainda se trombam. Ainda dá, estávamos 12 pontos atrás do Grêmio, em quinta, e agora estamos a 3, em segundo. A reta final vai ser braba.
Fórmula 1: Acho que não dá para o Massa. Não estou nem com vontade de assistir a corrida. Tomara que eu morda a língua e fique com raiva de não ter visto.
Inferno Astral: ainda algumas nuvens, mas aparentemente, dissipando. Fé em Deus e em mim mesmo. É o caminho para botar a vida em ordem.
Por último, até porque o mais importante a gente sempre deixa para o final, para segurar a audiência: O Pedro está cada vez mais lindo. Fui comprar um presente para a chefe da Dé que faz bodas de prata e a dona da loja com um bebê no colo, do tamanho de Pedro. Quando falei que o Pedro tinha dois meses ela tomou um puta susto. O bebê dela tem 5! O moleque é um potro, um toiço, um boizinho!
20 de outubro de 2008
Choque-rei
Agora, falando de coisas boas, Palmeiras e São Paulo, ontem, no Palestra, foi o melhor jogo de futebol desse ano.
Sem o Corinthians para "diluir" a rivalidade, os dois times se elegeram arqui-rivais e o que se esperava depois de uma semana de trocas de farpas entre jogadores, técnicos e torcidas se concretizou no gramado.
Um puta jogo de futebol, como há tempos a gente não via. Gols, confusões, polêmicas, expulsões, provocações, cartão voando prá tudo que é lado e uma entrega dos atletas que pareciam que estavam jogando por um prato de comida. Apesar de achar que o estádio não ajuda, as torcidas também deram show. Apesar da maioria esmagadora de palmeirenses, coisas de 20 mil contra 2 mil tricolores, não teve quebra e mesmo perdendo por 2 gols até os 30 do segundo tempo, os palmeirenses fizeram o que se espera de uma torcida. Empurraram o time prá cima do adversário.
E se em 45 minutos o São Paulo fez 2 a zero, em 2 jogou o resultado no lixo, porque abriu mão de jogar e ficou só se defendendo. Tá certo que nos contra-ataques teve chances de matar o jogo, mas se não enfiarem o pé do Dagoberto na forma logo, as bolas vão sempre parar na lateral, na cabeça do gandula ou na rua fora do estádio.
E, com 24 pontos ainda em jogo, são 4 separando o Grêmio, que perdeu da Lusa, do Flamengo, que é o quinto colocado. Qualquer coisa pode acontecer até o final. Como tricolor, claro que quero que o São Paulo seja o campeão, mas não arrisco palpite nenhum nessa história. Se fosse arriscar, ficaria entre SP, Palmeiras e Cruzeiro.
Minha torcida também é para a Lusa não cair. Se ela fica, com a volta dos gambás, São Paulo seria a única cidade do país com 4 times na primeira divisão, primazia dos cariocas, hoje. Mas como o Vasco vai cair, ano que vem eles terão só 3. Porque até o Fluminense pode escapar, mas tá difícil do Vasco não cair.
8 de setembro de 2008
O Primeiro Narrador
Podem falar o que quiser, mas nosso primeiro-narrador, Galvão Bueno, é uma atração à parte. Ontem durante o jogo do Brasil, ele estava impossível. Mandou todos os bordões clássico dele e ainda mandou várias "galvaneadas" novas.
Não podia faltar o "teste prá cardíaco, amigo", que ele mandou logo no começo, nem as provocações de praxe no Arnaldo. Uma hora foi a "polêmica" do jogador "cai-cai", que o árbitro odeia, a explicação para o pênalty que o Ronaldinho não perdeu, mas o goleiro pegou e até a história sobre a "origem" do Arnaldo nas transmissões do futebol da Globo.
Eu ainda acho que o melhor narrador da TV é o Milton Leite, mas o Galvão Bueno já é parte do folclore e da cultura brasileira. Sem nenhum juízo de valor, não sei se é bom ou ruim, mas o fato é que ele é mesmo parte do cotidiano esportivo do Brasil. Além do mais, como sempre me diz o Silvio Luiz, ele é gente boníssima.
Aliás, uma coisa sobre o Silvio Luiz: podem falar o que quiserem do cara, mas ele é um puta bom caráter.
25 de agosto de 2008
Medalha-Sena
Certo, como sempre, está o Sílvio Santos. As barras de ouro, ou as medalhas, valem mais do que dinheiro.
Analisando todos os gastos do COB entre a olimpíada de Athenas e a de Pequim, chega-se a conclusão de que cada medalha que o Brasil ganhou na China saiu pela bagatela de R$ 53 milhões.
Claro, é a merda da estatística, mas ainda assim, imagina o seguinte: Se pegarmos a grana de UMA medalha e distribuirmos para 10 atletas, seriam R$ 5.3 milhões para cada um, para se prepararem até Londres. Dá? PORRA, SE DÁ! Se um judoca, ou um nadador, falar que não dá prá se preparar com R$ 5 milhas, mais de R$ 1 milhão por ano, desencana desse cara. Se cada um desses 10 caras trouxer uma medalha, temos 10 medalhas pelo preço de uma!
É o que o Serra sempre fala nas campanhas que ele faz: o negócio não é ter o dinheiro, é saber como gastar. Eu sei que muita gente vai me falar que não é assim que a coisa funciona, que não pode ser linear desse jeito, mas pergunte para qualquer atleta de nível se com R$ 5 milhas eles chegariam bem a Londres.
E eu, nojento que só, faço o desafio ao COB. Se me derem os R$ 53 milhões, eu formo atletas e ganho mais de uma medalha em Londres.
18 de agosto de 2008
Chora não, Jade!
Depois do "Pedala, Robinho!" e do "Samba, Tevez!", o lance é o "Chora, Jade!". Coitada da menina, é uma baita ginasta, mas qualquer coisa, chora! Aliás, ela tem cara de choro até quando está feliz. E agora, além do choro, pedem desculpas porque perderam. A Jade, a Ronaldinha Gaúcha, digo, a Daiane e até o Diego Hypólito.
Todo mundo que me conhece já me ouviu falar isso, mas tirando o futebol (e talvez o vôlei), nenhum atleta que está em Pequim deve nada para ninguém, a não ser para eles mesmos. O país não apóia, não tem estrutura para ter atletas de ponta em esporte nenhum (só futebol e talvez o vôlei), não incentiva e eu acho que ainda atrapalha, colocando pressão em alguns atletas que, do dia para a noite, são transformados em "esperança", "herói" ou sei lá mais que merda inventam e tocam nos ombros dos coitados.
Maior exemplo é o Cielo: o que se faz para a natação no Brasil? Onde treinam os nadadores? O Cielo, por exemplo, nos US&A. Na hora do pódio, o cara chorava que nem quem tem mãe na zona, sob os olhares curiosos dos dois franceses que ficaram com prata e bronze. Eles pareciam não entender o choro do cara. E é claro que não entendem. Nasceram na França, um dos 7 países mais ricos do mundo. Se resolveram ser nadadores com 5 anos de idade, tiveram apoio, estrutura, treinos apropriados desde essa idade, estar ali era natural para eles.
Pergunte em Santa Bárbara D'Oeste se estar com o ouro no pescoço em Pequim é natural para alguém? Por isso que eu entendo porque ele chorou. Devia estar pensando no pai, na mãe, em quem apoiou e acreditou nele, de quem é obrigado a viver longe, porque prá fazer o que ele gosta, e é bom fazendo, tem que morar a 10 mil km de distância deles. A melhor coisa que eu ouvi é que ele não participou do Jornal Nacional porque estava dormindo. Certo ele. A "emissora oficial" é uma escrota, que faz até mágica com as câmeras para esconder os (poucos) patrocinadores do esporte no Brasil, prá depois capitalizar em cima desses abnegados, a quem, como eu disse, mais atrapalha do que ajuda.
Tirando os jogadores de futebol (e talvez do vôlei), nenhum dos caras que está em Pequim deve desculpas para ninguém por aqui. Eles não nos devem nada. Nós, sim, como país, é que devemos a eles. Devemos apoio, estrutura, profissionalismo.
Não chora, não, Jade. Quem tem que chorar somos nós. De vergonha.
19 de junho de 2008
Dunga!
O Dunga é foda. No mau sentido. Ele é ruim. Como técnico e como "relações públicas" da seleção, ele é muito ruim. Como jogador, foi esforçado. Tinha garra, liderança, se desdobrava e usava a força e o pulmão mais do que técnica. Tem lá seus méritos, como ter participado de duas finais de copa do mundo e ainda ter ganho uma. Mas como técnico, puta que pariu, ele devia ser o primeiro a entender que não está dando.
Em 3 jogos, com adversários de extremo "renome" no futebol mundial, conseguiu perder dois jogos e ganhar um, daquela potência que é o Canadá. Uma vez fiz uma reunião com um cara do Canadá e ele me disse que futebol é simplesmente o esporte mais chato do mundo. Só prá entender a importância que os canadenses dão para a bola. Perder para a Venezuela, pela primeira vez na histório. Um país que gosta mesmo é de baseball e boxe. É mais ou menos a mesma coisa que a gente ganhar da Rússia num campeonato de xadrez! E do Paraguai, pelas eliminatórias, nem comento. Ainda bem que eu não vi o jogo, porque ia passar raiva.
E ontem, aí sim contra uma seleção forte, que rivaliza conosco não só em tradição mas também em renome, não chegou a ser propriamente um vexame, mas serviu para mostrar toda a incompetência do Dunga como técnico. Ao contrário do que muita gente anda falando, não acho que o time que entrou em campo seja horroroso. Não gosto do Julio Cesar (nem do reserva, Doni), mas não é o pior goleiro do mundo (já o Doni...). A zaga, com Lúcio e Juan, é no mínimo, respeitável. Dos alas, não gosto de nenhum. Maicon e Gilberto são de lascar. Nenhum dos dois sabe marcar decentemente e não vi NENHUM cruzamento de nenhum dos dois ontem. No meio, a coisa tava feia. Mineiro, que parece que esqueceu o que fazia no SPFC, Gilberto Silva, um caso à parte, Anderson, outro que não entendo e Julio Baptista, que para dar uma idéia do desespero, foi o melhor em campo. Na frente, Robinho e Adriano.
Apesar dos pesares, dá prá jogar com um time desses. Mas vamos às cagadas do Dunga:
1 - Diego: nunca gostei dele. O famoso "encosta-que-eu-caio" desde o tempo do Santos. Tem bola, mas parece que não gosta de mostrar. Depois que entrou, no lugar do Anderson, conseguiu piorar o time. Atenção: conseguiu PIORAR um time que tirou o ANDERSON! Tanto que foi substituído, também. Começar no banco, entrar e ter que sair é muito chato.
2 - Robinho: pelo menos, foi honesto. O repórter do Sportv perguntou o que ele achava da participação dele no jogo e ele respondeu na bucha: ruim! Joguei mal, tenho que jogar mais. Não é um consolo, mas pelo menos mostra que ainda tem um pouco de discernimento. Então, por que capeta o Dunga tira o Adriano, que pelo menos tava correndo, e não o Robinho, para colocar o Luis Fabiano. Tomou o primeiro coro de "Burro" essa hora, merecido.
3 - Gilberto Silva: esse é clamoroso. Como o cara não tirou o Gilberto Silva do jogo. Não lembro dele fazer um passe certo no jogo. Ou pelo menos, errou mais do que acertou. Parecia anestesiado em campo, perdido, catatônico. O pior jogador do jogo de ontem disparado. Por que o Dunga não colocou o Josué no lugar dele, para pelo menos ver se o Mineiro lembrava como eles jogavam bem juntos??
4 - Daniel Alves: essa é inexplicável! O que o Daniel Alves foi fazer no jogo? Acho que nem ele sabe. Imagino o que tava passando na cabeça do Dunga.
**Filminho**
Cenário: Mineirão lotado. 52 mil pessoas berrando para o Dunga:
- BURRO! BURRO! BURRO!
Dunga pensa: "Por que estão me chamando de Burro? Será que é por causa do Diego? Eu não queria entrar com ele, mas o Anderson machucou. É... Deve ser por causa dele! Vou tomar uma atitute! Vou fazer um treco genial!"
Vira para o banco:
- Jorginho, chama o Daniel!
- Daniel, entra lá! Acaba com o jogo!
- Tá legal. O que eu faço?
- Entra no lugar do Diego e arrebenta!
- Beleza! Como?
- Faz o que você sabe! Joga tua bola!
- Fecho por onde? Por que lado? Com que?
- Isso, entra no lugar do Diego e faz isso!
- Isso o quê?
- Isso, vai lá, vai lá.
**Fim do Filminho**
Fim do jogo.
E devia ser o fim do contrato do Dunga, mas pelo jeito...
23 de julho de 2007
Brigar é feio. Mas é legal!
Ontem, domingão, o pau comeu geral pelo mundo esportivo afora.
E não estou nem falando da torcida do timinho, que ficou puta da vida porque o time perdeu mais uma e é uma porcaria. Isso todo mundo já sabe.
O pau comeu prá valer na final do Handball no Pan, quando os hermanos partiram para ignorância, o que não adiantou de nada, aqui entre nós. E no judô, depois de um juiz dar uma medalha de ouro de bandeja para uma cubana depois de dar uma punição non sense para uma lutadora brasileira. Tanto que as delegações de Brasil e Cuba tiveram que fazer as pazes ali na frente de todo mundo, depois.
Mas o mais bacana mesmo foi o bate boca do Massa com o Alonso. O Alonso, que aqui entre nós é meio viadinho, ficou puto com o Massa, que retrucou, mandou ele ir cagar, foi mó legal. É legal quando tem inimigos na F1. Me lembra do Piquet.
Eu tenho um amigo, o Orelha, que é fanático por F1 e fãzaço do Piquet. Ele me contou uma história uma vez, que eu acabei confirmando sem querer um dia desses. Quando o Piquet corria de Willians com o Mansel era uma briga fodida, isso porque o Mansel é inglês, a equipe é inglesa, rolava um favorecimento e tal. Só que o Piquet é malandro, então começou a pagar os mecânicos dele para não passar as informações do acerto do carro dele para o Mansel, e quando passar, passar errado! O legal da história toda, é que um dos mecânicos chegou um dia com um calibrador dos pneus totalmente descalibrado, com uma regulagem que só ele e o Piquet sabiam. Se algum dos mecânicos do Mansel ficasse de olho para descobrir a calibragem dos pneus dele, ia pegar o valor errado.
Acho que ser politicamente correto, cheio de bom mocismo e coisas que tais é importante, mas abrir mão da competição em nome do Fair Play, prá mim, é arrumar desculpa para perder.
Tá certo o Massa: Você é bi-campeão do mundo? Eu também quero ser. Se chegar perto para disputar posição, vai ter que ter braço, senão fica atrás e não enche!
10 de agosto de 2006
Sou São Paulino e não desisto nunca!
Está difícil, mas se fosse fácil não era gostoso. Quarta que vem tem mais e a gente vai tirar a diferença. Aguardem, Colorados. O último que ganhou da gente em casa numa libertadores por 2 a 1 teve troco e com juros!
E a gambazada não adianta ficar feliz, não. Estamos disputando pela 6a. vez uma final que vocês só assistem. De longe. E com a lanterna na mão.
Força, tricolor! Vamos buscar esse tetra lá em Porto Alegre!
10 de julho de 2006
Tem um ditado que diz que se macumba ganhasse campeonato de futebol, o campeonato baiano terminaria sempre empatado. Eu discordo. Mandingas, tradições e coincidências mandaram nessa copa do mundo.
Em 1970, um dos dois times ficariam para sempre com a Jules Rimet: Brasil ou Itália. Deu Brasil, o primeiro país a ganhar 3 copas. Daí prá frente, a cada 12 anos, a Itália chega numa final. Uma ganha, outra perde, e assim vai. 70 perdeu, 82 ganhou, 94 perdeu e 06 ganhou. Só perdeu para o Brasil, olha que coisa. Outra é que, depois de 24 anos sem ganhar, foi para a copa com uma seleção que privilegiava a defesa e ganhou a copa nos penalties. Igual o Brasil em 94.
E prá ter certeza que nessa copa nego fez alguma amarração forte contra as mandingas do Zagallo, o francês que perdeu o penalty foi o TREZEguet...
Agora, a sorte do italiano é que o Zidane cabeceou o peito dele. Que se vai na cara, sei não. No fim, prá variar, errei a minha previsão de que esse ano uma seleção que nunca tinha sido campeã iria ganhar. Não só deu uma campeã, como também agora é que tem mais títulos depois do Brasil. As 7 campeãs, para não mudar a copa do mundo de sabores McDonald´s em 2010, continuam as mesmas. E são elas:
Brasil - 5 vezes (58, 62, 70, 94 e 02)
Italia - 4 vezes (34, 38, 82 e 06)
Alemanha - 3 vezes ( 54, 74 e 90)
Uruguai - 2 vezes (30 e 50)
Argentina - 2 vezes (78 e 86)
Inglaterra - 1 vez (66)
França - 1 vez (98)
Só duas seleções ganharam duas copas seguidas: Brasil e Itália. As duas que tem mais títulos. Seria mais uma coincidência?
3 de julho de 2006
Saídos da copa, não me cabe fazer ponderações. Todo mundo já analisou, falou mal, vaiou, enfim, teve atitude de brasileiro na derrota. Realmente o Brasil não jogou nada, em nem um jogo. Sofreu para ganhar da Croácia, da Austrália e de Gana. Potências do Futebol mundial. Prá provar que o Zico é mesmo zicado com copa (com o perdão do tracadalho), o Brasil só jogou mesmo contra o Japão.
Fico com pena do Lúcio e do Juan. Eram os únicos que pareciam querer ganhar.
Agora é torcer para o Tricolor ganhar outra libertadores e fazer um bom brasileirão. Torcer para o povo parar de falar de futebol e cair na real, perceber que daqui 3 meses a gente tem eleição para presidente e que o próprio está a ponto de se reeleger. Trabalhar um pouco, prá variar.
Prá quem é partidário da tese do pão e circo, o circo acabou!
14 de junho de 2006
Prá não dizer que eu não falei da COPA DO MUNDO DA FIFA (escrevi o nome que a Fifa registrou só para infringir o Copyright).
Só vi jogo vagabundo até agora. Não vi o jogo da Espanha hoje, mas parece que foi quem jogou melhor. Pelo menos foi quem ganhou com a melhor vantagem até agora. Meteu 4 a 0 sei lá em quem. O resto, PQP, cada joguinho que parecia Desafio ao Galo.
O jogo do Brasil, ontem, então, nem se fala. E olha que, mesmo jogando mal, dava prá ter ensacolado a Croácia. Tudo bem que os caras jogaram com 11 atrás, mas nem assim era prá ser tão ruim. O Ronaldo não jogou. O Ronaldinho não faz de amarelo metade do que faz de azul e vermelho. Os caras que jogaram melhor ontem, por piada que possa parecer, foram o Zé Roberto, o Dida e o Lúcio.
Tirando, claro, o Kaká, que além do gol, carregou o time nas costas. Já venho apostando com alguns amigos que ele vai ser o melhor jogador do Brasil na copa, chegue ela onde chegar.
1 de fevereiro de 2006
Li um dia desses uma matéria, acho que no Pele.Net, sobre porque o Ricardinho não jogou bem no São Paulo o ano que passou pelo tricolor. Eu também achava estranho, pois o Ricardinho sempre joga muito bem (pelo menos CONTRA o São Paulo) e o pai dele é sabidamente tricolor. Bom, eis que a matéria diz que ele foi totalmente boicotado por alguns jogadores do time, liderados pelo lateral Gustavo Nery. Outro nome que lembro é o do zagueiro Jean.
O motivo: grana, é claro. Gustavo Nery ficou puto porque o Ricardinho foi contratado com um salário de R$ 300 mil reais. Sim, é dinheiro prá cacete. Mas se acham que o cara vale, pagam e não reclamem. Quer ganhar a mesma coisa? Vai jogar bem que nem o cara. Pronto! Gustavo Nery que, na época, ganhava a ninharia de R$ 40 mil reais. Cara, 40 paus é salário de alta diretoria de empresas por aí. Isso sem contar que não estamos contando bichos, prêmios e outras mamatas. Já o Jean eu nem sei quanto ganhava, mas se fosse pelo que ele jogava, eu não botava nem 10 reau! :o) Botaram no cara o apelido de trezentinho, faziam coralzinho no fundo de ônibus ou avião a caminho dos jogos e tal... Em determinado momento, os caras combinavam de não passar a bola para ele. Segundo a matéria, era "deixa o trezentinho correr sozinho.".
E agora? O São Paulo ficou sem um dos maiores jogadores do país. Um time que tinha, na época, Rogério Ceni, Luís Fabiano, Reinaldo, Fábio Simplício, Júlio Baptista, e que poderia ter sido campeão Brasileiro em 2002, se fodeu. Classificou para a fase de mata-mata em primeiro lugar e perdeu para o oitavo colocado, logo na primeira rodada da fase (que depois seria campeão aclamado salve-salve, o Santos). E quem é culpado? Na minha opinião, a besta do técnico, o Oswaldo de Oliveira. Não é possível que um boicote desses não seja percebido pelo técnico do time. Pelo chefe dessa corja toda. PQP! Que jogou fora o dinheiro do time (que não foi pouco) em vez de colocar os medíocres para fora e o bom prá jogar. Jogou um dos melhores jogadores do Brasil, um dos poucos que joga aqui e que deve ir para a copa do mundo, pela janela, por causa de meia dúzia de imbecis.
Agora o Ricardinho voltou para a toca do gambá. Que tem uma torcida que adora o cara. Que tem uma diretoria que adora o cara. E que tem um técnico que, se prá mim não é lá essas coisas, pelo menos tem a manha de botar o cara pra fora se ele começar com esse tipo de palhaçada por lá. Agora eu quero ver se o Nery vai ter a manha de tentar zuar o cara.
Se eu pudesse decidir, em qualquer nível, o Gustavo Nery nunca mais jogaria no São Paulo. Nem pagando R$ 300 mil por mês para o clube!
20 de dezembro de 2005
Impressionante a felicidade dos curintianos em chamar os São Paulinos de Bambi. Então, para que a gente possa esclarecer essas questões, nada melhor do que fatos.
Futebolísticos, para começar: estatísticamente, depois de criado o São Paulo Futebol Clube, nenhum time brasileiro ganhou tanto quanto ele. Em pouco mais de 70 anos de vida, o clube já faturou 3 Brasileiros, 3 Libertadores, 3 Mundiais, 2 Supercopas, 2 Recopas, 1 Copa Conmebol, 1 Rio São Paulo, 22 Paulistas e mais tantos torneios e copas de categorias de base. O único título que o São Paulo não tem, que eu saiba, é o da Copa do Brasil, que já fomos vice (perdemos para o Cruzeiro, se não me engano). Se você é curintiano, vou te ajudar: só com o time profissional, foram 37 campeonatos. Se contarmos todos os outros times, depois da fundação do São Paulo, ninguém venceu mais campeonatos. É o time de melhor estrutura do país, com o maior estádio e dois centros de treinamento. É o primeiro time a ter um ponto fora do país, o São Paulo-Madrid! Ponto e parágrafo!
Esse apelido infeliz, que não tem nada de engraçado e, além de mal educado, é altamente discriminatório, só podia partir de um curintiano. Curintiano esse, diga-se de passagem, que saiu pelado numa revista dirigido ao público gay. Além disso, ajudou a organizar e a PAGAR a parada gay de Nazaré das Farinhas, cidade natal dele. Conclusões: ou o cara cospe no prato que come (lê-se viado enrustido, mesmo), ou morre de vontade de jogar no São Paulo...
E, já que curintiano não deve ler muito, mesmo, só aqueles livrinho com piadinha de sacanagem do tempo do onça, a história do Bambi conta que ele tinha dois amigos. Um coelho chamado Tambor e um gambazinho (é, gambá, que nem vocês), todo delicadinho, chamado Flor! Por analogia, o gambá é amigo do Bambi e, diz o ditado, diz-me com quem andas...
Prá terminar, o recado: ou aprendem a jogar bola e param de encher o saco, ou aprendam história. Infelizmente, aprender não é o verbo mais conjugado por essa turma...
PS: Claro, é errado generalizar. Mas se São Paulino é tudo Bambi, então corintiano é tudo curintiano.
19 de dezembro de 2005
Ontem, domingão, 8:20 da matina, hora de Brasília, começou o jogo que definiria quem, entre São Paulo Futebol Clube, do Brasil, e Liverpool, da Inglaterra, seria o campeão mundial de clubes da Fifa. O primeiro organizado com os campeões regionais de todas as federações reconhecidas pela Fifa. Comenbol da América do Sul, UEFA da Europa, Comcacaf da América do Norte, CAF da Africa, AFC da Ásia e OFC da Oceania. Claro que os campeões da Comenbol e da UEFA eram os favoritos. Claro que eles foram para a final. E que final.
Às 8:47, horário de Brasília, Fabão lançou, Aloísio matou no peito, mandou por cima da parede inglesa e Mineiro, como quem não quer nada, passou por ali para fazer o gol que uma hora e 15 minutos mais tarde, daria o título para o time brasileiro.
Mais que isso, para o time paulista. São Paulino. O meu time! Tri de três. Três cores. Três visitas ao Japão. Três títulos mundiais. Esse é o Tricolor.
Acho que depois dessa, Rogério Ceni passa Raí no índice de idolatria da torcida tricolor! Merecidamente!
15 de agosto de 2005
Paul - O Talismã do Morumbi
Ontem eu estava em casa, resmungando porque o jogo do São Paulo só iria passar para a operadora de TV a cabo que eu NÃO assino. Aí resolvi, 5 horas da tarde, que eu ia no jogo, que começava às 6. E fui.
Cheguei perto do estádio e ouvi no rádio que tinha vendido só seis mil ingressos. Apesar de achar que teria pouca gente no estádio (para SP, seis mil pessoas é pouco, mesmo), resolvi deixar meu carro um pouco mais longe do estádio e estacionei no Shopping Butantã. Fui a pé pela João Jorge Saad até o estádio e entrei na fila para comprar igresso. Geral azul na mão, bora achar um lugarzinho. Sentei na primeira cadeira, bem no meio do campo, no exato momento que o Amoroso tocou na bola para a começar o jogo. Olhei em volta e a impressão que eu tive é que tinha bem mais de 6 mil pessoas no estádio, pelo menos umas 10 mil.
Com dois minutos, Mineiro fez 1 a 0 para o São Paulo. Todo mundo pensou no estádio "AGORA VAI", já que o tricolor anda mau das pernas no Brasileirão. Mas o pensamento não durou muito. Ainda no primeiro tempo o Fortaleza virou e, prá piorar um pouco, tivemos um expulso. No intervalo, um cara do meu lado berrava para uma menina que fazia embaixadas: coloca a 9, entra que a gente vira!!!
Mas não precisou nem a menina entrar. Com 10 minutos Amoroso empatou e com 24, Josué virou. Em seguida saiu machucado. Os últimos 20 minutos foram com 20 jogadores no campo do São Paulo, que só se defendeu. Mas com 48 minutos, quando o juiz apitou o final do jogo, fui embora feliz.
Os 3 a 2, além da virada que tiraram o São Paulo da zona do rebaixamento no Brasileirão, ainda significam a minha invencibilidade no Morumbi. Todos os jogos que eu fui ver lá, o São Paulo ganhou!
Por isso que eu digo: Paul - o talismã do Morumbi!
6 de setembro de 2004
23 de agosto de 2004
Domingo, dia 04 de abril desse ano, eu avisei. Se ninguém parasse de falar merda e colocar a Daiane dos Santos no pódio antes da Olimpíada, ia dar merda. Hoje, dia 23 de agosto, 4 meses e tanto depois, é uma merda eu ver que estava certo.
Ainda assim, ela ficou em quinto lugar no geral. O que é um feito histórico para a ginástica olímpica do Brasil, até então, praticamente inexistente. Espero que essa menina tenha apoio para entender que a culpa não é dela, que ela fez o melhor que pode e que é, disparado, a maior revelação desse esporte que já tivemos no país. Porque, até agora, só li a galera sentando o cacete na menina, falando que ela "errou e perdeu o ouro".
Aliás, o Brasil se dar mal em olimpíada, além de não ser novidade, é mais do que previsto e mais do que merecido. Tá na hora de alguém começar a apoiar os atletas em tempo integral, e não dando 15 minutos de fama de 4 em 4 anos. Se eu fosse atleta e ganhasse uma medalha, na hora do oba oba eu provavelmente ia mandar todo mundo tomar no cu!!! Tipo, sou um completo desconhecido a via inteira, mas na hora do bem bom todo mundo aparece para tirar uma casquinha? Esse comportamento típico de brasileiro é uma das coisas que todo mundo pode mudar, não exige esforço e nem investimento e faria um bem danado para o país.
4 de dezembro de 2003
E a pancadaria ontem no Morumbi? Os argentinos quiseram levar uma com o tricolor e o pau comeu feio. Expresso Luis Fabiano, a locomotiva que, se pega, manda um para o hospital. O Lugano mostrou que já é digno da camisa tricolor. Não se apavorou, defendeu todo mundo... Perdeu o penalty, mas eu nem culpo o cara. Depois da pancadaria, o Luis Fabiano em entrevista: "Se sai briga, eu não deixo os meus companheiros sozinhos. Eu entro na briga, é claro. Ainda mais aqui no morumbi, ninguém vai desrespeitar a gente". Sou contra violência, mas é isso mesmo! E hoje, já me disseram que ele mandou essa: "Se é prá bater penalty, eu prefiro bater em argentino". Apoiado!!! Pena que o São Paulo perdeu nos penaltys, mas faz parte do esporte. A torcida está de parabéns. Mesmo com o pau comendo, não se deixou contagiar e não lincharam a torcida do river que tava no Morumbi. E ainda aplaudiu o time e os jogadores que foram expulsos por causa da briga.
7 de novembro de 2003
Me fala se um jogo de futebol narrado pelo Galvão não é assim:
"Bem amigos da rede globo. Estamos de volta, ao vivo e agora em definitivo do Pinheirão, onde daqui a pouco jogam por uma vaga Brasil e Serra Leoa do Sul. Os times já estão em campo, onde está também o Mauro Naves.
[Entra o repórter]
O árbitro vem da Paraíba e arbitragem é sempre um assunto para Arnaldo César Coelho!
[Fala o Arnaldo, meia dúzia de groselha]
Vai começar, apita o senhor Paraibano, mexe na bola RRRRRRRRonaldinho. Paulo Roberto Falcão, como vem o Brasil para esse jogo?
[Fala o Falcão, mais meia dúzia de Abobrinha]
Tem que tomar cuidado com esse time de Serra Leoa do Sul. O futebol tem crescido por lá e o Smith é um jogador muito habilidoso.
[Escanteio para os hómi]
Lá vem a bola para a área do Brasil. Quem é que soooobe, sai que é SUA, Marcos, de soco na bola. Olha o rebote, LUCIO, que não quer saber de brinquedo afasta dali. Logo depois do Futebo, capitulo inédito de Vale a Pena Ver de Novo! Globo e você, tuuuudo a ver!
[Brahma, refresca até pensamento. Festeja com Brahma]
Kaká, promessa de craque do fultebol brasileiro. Denílson, prá cima deles, Denílson sou mais você!!! Denílson neles!!!! Abre na esquerda para Roberto Carlos, entra em velocidade, cruza pro meio Rivaldo furou Ronaldinho chegou olha o gol! Olha o gol! Olha o gol!!! Gooooooooooooooool ééééééééééé do Brasil!!!!! RRRRRRRRRonaldinho número nove!!!! Roberto Carlos cruzou, Rivaldo furou e com a perna direita Ronaldinho deu um tapa na bola e mandou para o fundo do gol!!!! É sempre gostoso narrar um gol do Brasil. E ele me disse. Esse ano é meu! O guerreiro voltou!!!! Paulo Roberto Falcão!
[Que fala mais umas groselhas]
[O tempo passa...]
Lá vem Serra Leoa, Smith, tem que tomar cuidado que ele é habilidoso, chega Edimílson e acaba com a festa. Ele é pequenino mas é abusado!
[Mauro Naves: 3 minutos de acréscimo, Galvão!]
Estamos com 46 ele prometeu jogo até os 48, o homem quer jogo!!!!!
Errrrrrrrgue o braço o senhor Paraibano, acaba o primeiro tempo. Vamos ao gramado, onde está Mauro Naves.
[Mauro Naves: Denílson, jogo difícil?]
[Denílson: É, iiiiih, o time, o professor, a bola...]
Taí o Denílson, vamos para o show do intervalo e daqui a pouco voltamos, para as emoções do segundo tempo de Brasil 1, Serra Leoa zero. É amigo, vai ser teste prá cardíaco. Globo e você, tuuuuudo a ver...
