16 de outubro de 2006

A sensação é conhecida e totalmente desconfortável. É a sensação de patinar, escorregar, cantar pneu. Corre, corre, corre, mas não sai do lugar. Isso está em deixando doido.

O pior dessa situação é não saber onde está errando. Porque quando você não faz nada, não tem porque acontecer alguma coisa. Não é o caso. Não sei mais para que lado correr. E olha que eu já corri para tudo quanto é lado.

O negócio é não perder a fé, ainda que tenha que buscar em reservatórios escondidos em algum lugar que nem eu mesmo me lembre.

O que eu estou precisando mesmo, aqui entre nós, é de um banho de mar. Sozinho. Só eu e o mar. Num dia chuvoso, de preferência. Se tem uma coisa que sempre me ajudou a mudar de rumo, essa coisa é o mar. Sempre que a maré estava ruim, fui lá ter com o velho Atlântico. Afinal, se tem alguém que entende de maré, são os mais de 8500 km do bichão, banhando o leste do nosso país.

Taí. Esse final de semana não dá. Mas no outro, vou pro mar.

Nem que eu tenha que ir a pé.

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