19 de junho de 2006

Me assusta, e muito, como a gente fala mal o português. Não que eu seja a favor de se falar um portuga rebuscado, cheio de firula e rococó, mas tem coisas que doem no meu ouvido e que não é gente sem instrução que tá falando, não. São pessoas que tem, em tese, curso superior nas mais diversas áreas. Um exemplo é o "para mim fazer". Porra, isso eu aprendi acho que na quinta ou sexta série. Mim não faz. Fazem para mim. E o pior: como você corrije um cara desses? Por mais que seja para o bem da pessoa, vai achar que você está de sacanagem com ele.

Falando em seja, tem também o "seje" e o "esteje". Tipo: "espero que não seje nada e você esteje bem logo". Também, não é de gente sem instrução, não. "Espero que esteje com menas friagem". Menas. Pior que eu acho que tem gente que me ouve falar menos, seja e para eu fazer e acha que eu estou falando bobagem.

Escrever, então, nem se fala. Um dia eu li em algum lugar que uma das coisas mais legais da internet é que estava fazendo com que o povo lesse mais e isso é sempre bom. Mas o que se escreve errado na internet é uma grandeza. E não é só em MSN e chat, não, com os lances de "ai, ke lindu, se naum vai me ligá aki, naum?". Vira e mexe você pega portais sérios com erros de português ridículos. Eu não sou o Camões, não sou o gênio do português e o esblogo é só um blog sem noção, mas tem site de jornais e revistas que, em tese, tem jornalistas tocando e deveriam saber escrever. Eu pelo menos tento escrever direitinho e sempre dou uma lida no que escrevi prá ver se não tem nenhum erro daqueles gritantes.

Fico imaginando se nosso país tem futuro, com esse nível de educação que temos. Por essas e outras, mesmo eu que nunca quis sair daqui, já considero a idéia.

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