A cada dia que passa, é um dia que passou. Estamos sempre um dia mais perto de alguma coisa, ou um dia mais longe do dia que nascemos. É mais ou menos aquilo que eu sempre digo: A cada passo que damos, é um pé que vai para frente. Se você for pessimista, é um pé que fica para trás. Mas isso não é o que importa realmente. O que importa, bem dizia minha amiga Eli, é o que interessa. E vice versa, para rimar. De qualquer maneira, eu não estou dizendo que é isso, porque eu detesto verdades absolutas. Pode ser tanto quanto pode não ser. Mas eu não digo nem que sim e nem que não. Aliás, muito pelo contrário, se quer saber. E se não quiser, não deveria ter lido. Mas se leu é porque eu não avisei. Então fica a pergunta: porque só avisei depois de você ler? São questões da vida, assim como qual sapato usar, que roupa vestir ou que programa assistir. Mas eu não sei as respostas. Aliás, como saber as respostas, se nem sei as perguntas?
O que vocês acabam de ler é o maior exemplo de que o ser humano é capaz de falar muito e não dizer nada. O que me deixa perplexo, é que se meu nome fosse Luiz Fernando Veríssimo, Mário Prata, Carlos Heitor Cony, Arthur Xexéo, Millor Fernandes, etc, provavelmente algum babaca ia dizer que o texto é genial... E genial, só o Nelson Rodrigues, segundo a rede Globo de televisão. Mas isso é que nem quadro. Se você borra uma tela e é um mané, você é só um mané. Se você borra uns quadros, mas é rico e famoso, você é um artista de talento inigualável. A questão é o que tem que vir primeiro: talento ou fama? E ainda mais importante: O quão grande deve ser o seu talento, para conseguir aparecer e se destacar, num mundo onde o "QI" é mais importante que o próprio talento? Se você sabe a resposta, por que diabos você não é rico e famoso?
9 de outubro de 2003
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